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Milosevic: acusação é 'mentira inescrupulosa' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-líder iugoslavo Slodoban Milosevic denunciou o que chamou de "mentiras e acusações inescrupulosas" feitas contra ele no Tribunal Penal Internacional em Haia. Ele começou nesta terça-feira a fazer sua defesa contra acusações de genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Os delitos teriam sido cometidos pelo ex-presidente da Iugoslávia em meio a conflitos na Croácia, na Bósnia e em Kosovo durante a Guerra nos Bálcãs, na década de 90. O julgamento foi adiado cinco vezes devido a problemas de saúde do ex-líder iugoslavo. Ele sofre de pressão alta, hipertensão e apresenta seqüelas cardiovasculares, de acordo com relatórios médicos. Milosevic está fazendo a sua própria defesa, e o tribunal estuda agora a possibilidade de nomear um advogado de defesa, apesar de suas resistentes objeções. O tribunal teme que, caso não haja intervenção, o julgamento não será completado dentro do prazo, em outubro de 2005. Julgamento Vestindo um terno azul e gravata com a cor da bandeira da Iugoslávia, Milosevic reclamou que ele teria apenas quatro horas para seu discurso inicial, enquanto promotores receberam três dias para expor o caso quando o julgamento começou, em fevereiro de 2002. "Por um longo período, foi criada uma imagem distorcida e falsa sobre o que aconteceu na Iugoslávia... As acusações contra mim são mentiras inescrupulosas", disse ele em sua declaração inicial. Ele culpou a comunidade internacional por ser "a principal força para a destruição da Iugoslávia" durante a guerra nos Bálcãs. Analistas dizem que o julgamento é visto como um teste para o Tribunal Penal Internacional e como um dos mais importantes julgamentos de crimes de guerra desde Nurembergue, após a Segunda Guerra Mundial. Milosevic disse que quer chamar mais de 1,6 mil testemunhas durante os 150 dias de sua defesa - incluindo o ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e o primeiro-ministro britânico, Tony Blair. |
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