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'Manifestante da maratona' paga fiança e é libertado | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ex-padre irlandês Cornelius Horan, que atacou o corredor brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima durante a maratona dos Jogos Olímpicos de Atenas, no domingo, foi libertado nesta segunda-feira. Horan, que tem 57 anos e mora em Londres, foi condenado a 12 meses de sentença suspensa e teve de pagar fiança de 3 mil euros (mais de R$ 10 mil). Com isso, ele acabou sendo libertado. Ainda não se sabe se o ex-padre foi deportado da Grécia. O irlandês disse à polícia que seu protesto na maratona foi uma preparação para "a segunda vinda de Jesus Cristo". Cordeiro de Lima liderava a prova quando Horan invadiu a pista e o agarrou. Após desvencilhar-se do ex-padre, o brasileiro foi ultrapassado pelo italiano Stefano Baldini e pelo americano Mebrahtom Keflezighi, conquistando a medalha de bronze. 'Misericordioso' Horan, que vestia uma saia e um gorro típicos da Irlanda foi preso e levado para a Divisão Geral da Polícia, em Ática, onde permaneceu durante toda a noite. A polícia afirmou que o irlandês sofre de problemas mentais e "não estava muito bem". "A obsessão religiosa está sendo considerada a causa das atitudes de Horan", afirmou uma porta-voz da polícia. No ano passado, Horan invadiu a pista do autódromo de Silverstone, durante a realização do Grande Prêmio de Fórmula 1 e ficou preso por dois meses. Leslie Broad, da editora Deunant, que publicou livro do irlandês, descreveu-o como um "homem tímido, inteligentíssimo e misericordioso". "Mas, assim como ocorre com pessoas muito inteligentes, essa inteligência se manifesta de forma muito estranha", concluiu. Apelação O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) anunciou que pretende apelar contra o resultado da prova. Após a corrida, Cordeiro de Lima afirmou estar "contente" com a conquista do bronze. Mas logo depois da cerimônia de entrega das medalhas, afirmou: "Se não fosse aquele maluco, tenho certeza de que teria ganho o ouro". "Pela maneira como eu estava correndo, seria muito difícil me fazer parar." Ele afirmou que Horan não o machucou, mas quebrou seu ritmo e prejudicou sua concentração. Depois da prova, o Comitê Olímpico Internacional (COI) lamentou o incidente e condecorou Lima com a medalha Pierre de Coubertin, por seu espírito olímpico, na cerimônia de encerramento dos Jogos. "Reconhecemos a excepcional demonstração de 'fair play' e valores olímpicos por parte de Vanderlei Cordeiro de Lima", afirmou um porta-voz do COI. A Federação Internacional de Atletismo confirmou que o resultado da maratona não será alterado. |
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