|
Brasil vai pedir que Vanderlei seja co-vencedor de maratona | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, disse nesta segunda-feira que o COB e a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) vão enviar uma carta conjunta à Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF, em inglês) pedindo que o atleta Vanderlei Cordeiro de Lima seja declarado co-vencedor da maratona disputada no domingo, último dia da Olimpíada de Atenas. O corredor brasileiro liderou boa parte da prova, mas, já nos últimos quilômetros, foi agredido por um homem fantasiado. Nuzman disse que, se o IAAF recusar o pedido, o COB vai entrar com recurso junto ao Tribunal Arbitral do Esporte, com sede em Lausanne, na Suíça. O presidente do COB também fez duras críticas ao Atoch, órgão responsável pela segurança das competições nos Jogos Olímpicos de Atenas. Ele disse ser "inadmissível que o líder da prova não estivesse protegido por motocicletas". Condenação Para Nuzman, "é incontestável que o incidente alterou o resultado da prova". Ele disse que o COB e a CBAt vão fazer o possível para "salvaguardar os direitos do atleta". Vanderlei disse não ter ressentimentos. "Minha alegria em conquistar o bronze é maior que a tristeza pela chance perdida de levar o ouro." "Há quatro anos sonho com a chegada vitoriosa no estádio Panathinaiko. O incidente quebrou o meu ritmo. Foi muito difícil retomar o ritmo depois. Qualquer corredor de maratona sabe como isso é difícil", disse Vanderlei. O agressor, o ex-padre Cornelius Horan, de 57 anos, já foi solto. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||