|
Americanos voltam a enfrentar xiitas em Bagdá | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Tropas americanas voltaram a enfrentar, neste domingo, milícias xiitas leais ao clérigo Moqtada Al Sadr em Sadr City, bairro na capital iraquiana. Segundo o canal de televisão árabe, Al Jazeera, sete pessoas já morreram nesse último enfrentamento. No sábado, na cidade de Faluja, de maioria sunita a oeste de Bagdá, os confrontos entre americanos e xiitas também voltaram a ocorrer. Aeronaves e tanques americanos atacaram alvos na área durante batalhas entre forças lideradas pelos Estados Unidos e insurgentes iraquianos. Os militares americanos afirmam que um grande incêndio na cidade seria resultado de um ataque a um depósito de armas iraquiano. Há informações de que casas teriam sido destruídas e várias pessoas teriam morrido. Os americanos bombardearam Faluja várias vezes neste ano. Mas, segundo o correspondente da BBC em Bagdá, os últimos combates parecem mais violentos que o normal. Em Baqouba, nordeste de Bagdá, seis policiais foram mortos e várias pessoas ficaram feridas quando atiradores atacaram em um posto de fiscalização. Modelo de paz Apesar dos últimos episódios de violência, o secretário de Estado do governo interino iraquiano, Qassem Daoud, disse que a experiência vivida no desarmamento de Najaf deve ser usada como modelo para a paz em todo o Iraque. Daoud falou depois de fazer uma inspeção nos danos em Najaf, que foi palco de três semanas de combate entre seguidores do clérigo xiita Moqtada Al Sadr e forças lideradas pelos Estados Unidos. O ministro liderou uma delegação ministerial a Najaf para agradecer ao líder espiritual xiita, Aiatolá Ali Sistani, por implantar seu plano de paz negociando a saída dos seguidores de Moqtada al Sadr da cidade e a deposição de suas armas. Clérigos que estavam junto com Sistani afirmaram que a luta armada não é o caminho para protestar contra as forças americanas no Iraque. Mas um deles, o xeque Ali Najafi, disse que as soluções pacíficas poderão ficar mais difíceis caso as forças americanas permaneçam por muito tempo no país. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||