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Indonésia absolve general acusado de comandar massacre | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O chefe das forças de elite do Exército da Indonésia, general Sriyanto Muntrasan, foi absolvido nesta quinta-feira das acusações de graves violações de direitos humanos contra manifestantes muçulmanos em 1984. Sriyanto era acusado de ter mandado seus soldados atirarem contra uma multidão que participava de um protesto perto do porto de Tanjung Priok, em Jacarta. Segundo os promotores do caso, entre dez e 23 pessoas foram mortas como resultado da ação dos militares. O tribunal que analisou o caso decidiu, no entanto, que o incidente foi um "choque espontâneo" entre militares e manifestantes e, portanto, não pode ser classificado como uma violação de direitos humanos. Parem Em 1984, Sriyanto era capitão do Exército indonésio. Os manifestantes que protestavam no porto de Jacarta pediam a soltura de ativistas que haviam sido presos pelo regime do então presidente, Suharto. Os promotores afirmam que as tropas abriram fogo contra os manifestantes sem avisar. Mas o juiz Heman Heller Hutapea afirmou que Sriyanto tentou evitar que as coisas piorassem ao gritar "parem" e "parem de atirar". O general deixou o tribunal em seguida para ser recebido em triunfo por seus soldados, que esperavam no lado de fora do tribunal. Tim Johnston, correspondente da BBC em Jacarta, afirma que os chamados massacres de Tanjung Priok são vistos como um teste para a disposição da Indonésia de investigar supostos crimes cometidos pelo Exército durante os 30 anos em que Suharto esteve no poder. |
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