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Atualizado às: 08 de agosto, 2004 - 03h20 GMT (00h20 Brasília)
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Tecnologia ajudaria a prevenir ataques nos EUA, diz fundação

Terror
Os EUA continuam em alerta para potenciais ataques
Há um crescente consenso nos Estados Unidos de que novas tecnologias podem ajudar os serviços de inteligência a melhor compartilhar informações sobre possíveis ataques ao país.

O documento da comissão estabelecida para investigar os atentados de 11 de setembro traça um painel de 15 diferentes serviços americanos de inteligência. E nenhum interagindo com o outro.

Isto é o que podemos classificar de uma rede defeituosa de informação. Ela é baseada em modelos elaborados há décadas pelos quais informações só podem ser compartilhadas entre as mesmas organizações.

Esta deficiência de comunicação foi destacada pela fundação Markle, em Nova York, e o comitê 11/9 se baseia bastante nas informações colhidas pela fundação.

Suposição

"Vamos supor que haja um agente do FBI (polícia federal americana) em Chicago e um da CIA (central de inteligência) em Cabul. Os dois estão investigando um plano de ataque biológico em Chicago. Pelo sistema atual, as informações adquiridas por esses agentes raramente iriam ser cruzadas", diz Zoe Baird, da fundação Markle.

Segundo Baird, a força-tarefa da fundação foi estabelecida há dois anos para tentar combater o problema.

Ela pessoalmente reuniu engenheiros de computação, ex-integrantes de serviços de inteligência e especialistas do setor privado com o objetivo de descobrir como o governo dos Estados Unidos pode tornar o compartilhamento de informações "mais inteligente".

A resposta foi ligar todos os dados de inteligência em uma rede.

"As informações de Chicago e Cabul podem ser ligadas pela tecnologia através de palavras-chave como vírus e Chicago", exemplifica Baird.

A especialista explica que é o mesmo tipo de tecnologia usada em negócios através do mundo e que ela poderia abrigar até uma ferramenta de busca semelhante ao Google.

Terror
O relatório apontou falhas no compartilhamento de informações

Zoe Baird garante que a tecnologia pode ser construída rapidamente a partir de hardware e software já existentes no mercado.

A comissão 11/9 gosta da idéia. O relatório final da comissão sugere que o governo americano deve seguir as recomendações da fundação Markle para reformular sua rede de informações.

Ceiticismo

Céticos, no entanto, já ouviram tudo isso e acham que a questão central dos serviços de inteligência não deve ser a tecnologia.

"A tecnologia não é a resposta para os problemas de segurança", diz George Smith, da consultoria GlobalSecurity.org.

"Não há uma mágica para aumentar o compartilhamento de informações. Os problemas reais do governo devem focalizar mais nas questões sociais e não tecnológicas", afirma.

Para ele, a burocracia, a forma com a qual as pessoas interpretam informações, os conflitos pessoais entre as agências e a falta de um relacionamento mais sólido entre os diversos integrantes dos serviços de inteligência americano - e ainda os segredos que acompanham a tida guerra contra o terror - são os principais obstáculos.

A fundação Markle também recomenda mudanças nesta área. "A tecnologia pode ajudar a estabelecer novas regras a serem seguidas pelos integrantes do governo e dos serviços de inteligência e segurança. Isso pode acarretar em uma mudança cultural", diz Zoe Baird.

Algumas empresas privadas, no entanto, mostram preocupação com uma maior capacidade de compartilhamento de informação.

A organização Electronic Frontier, por exemplo, acha que a avaliação de risco pode ser exagerada.

"Para se suspeitar de alguma pessoa, e avaliar se ela representa um risco ou não, são necessárias informações extremamente precisas e sigilosas. E a capacidade dessa informação aparecer imediatamente através destes serviços mais integrados pode ser bastante ruim", diz Lee Tien, conselheiro da organização.

Mas a Markle acha que o sigilo pode ser mantido através desta rede.

Matt Lewitt, que durante anos trabalhou no FBI, concorda com as sugestões da Markle.

"O que não temos visto é uma explicação de por que esta tecnologia ainda não foi implantada", conta.

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