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ONU diz temer graves epidemias em Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Funcionários da ONU em Darfur, no oeste do Sudão, disseram temer o aparecimento de epidemias graves na região. Anne Wood, uma das funcionárias da ONU em Darfur, disse à BBC que nas últimas semanas houve um aumento significativo de casos de malária, diarréia e infecções respiratórias nos campos de refugiados próximos a Darfur. A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que mais de 150 casos de hepatite E (forma aguda da doença) foram confirmados em Darfur. A funcionária da ONU declarou que a situação deve piorar com a chegada da estação das chuvas e a crescente falta de saneamento na região. Enquanto isso, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, irá promover uma série de discussões sobre o Sudão com integrantes da União Africana e da ONU (Organização das Nações Unidas). Observadores Segundo a agência oficial de notícias do Egito, a MENA, os encontros começarão neste domingo no Cairo. Milícias árabes sudanesas são acusadas de promover uma limpeza étnica em Darfur, matando e desalojando negros. Entre os temas abordados na reunião do Cairo está o envio de observadores árabes à região de Darfur que, segundo a ONU, é palco atualmente da maior crise humanitária do mundo. Os observadores árabes ajudariam os integrantes da União Africana que já encontram-se em Darfur. No Sudão, o governador do norte de Darfur, Osman Yusuf Kibir, afirmou no sábado que mais de 200 integrantes do grupo rebelde Justiça e Igualdade teriam se rendido - e que o governo sudanês estaria preparado para absolvê-los. Mas, em uma entrevista à BBC, o comandante do grupo Omar Adam negou as informações do governo de Darfur. Adam ainda acusou o governo sudanês de levar pessoas da fronteira do Chade para Darfur e de dar-lhes armas, fazendo parecer que se tratavam de rebeldes. Em um plano de ação acordado previamente entre o governo sudanês e a ONU, os grupos rebeldes precisam se retirar de áreas vigiadas pela União Africana e entregar as suas armas. |
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