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Atualizado às: 08 de agosto, 2004 - 04h30 GMT (01h30 Brasília)
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ONU diz temer graves epidemias em Darfur
Sudão
O Sudão vive a pior crise humanitária do mundo, segundo a ONU
Funcionários da ONU em Darfur, no oeste do Sudão, disseram temer o aparecimento de epidemias graves na região.

Anne Wood, uma das funcionárias da ONU em Darfur, disse à BBC que nas últimas semanas houve um aumento significativo de casos de malária, diarréia e infecções respiratórias nos campos de refugiados próximos a Darfur.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmou que mais de 150 casos de hepatite E (forma aguda da doença) foram confirmados em Darfur. A funcionária da ONU declarou que a situação deve piorar com a chegada da estação das chuvas e a crescente falta de saneamento na região.

Enquanto isso, o secretário-geral da Liga Árabe, Amr Mussa, irá promover uma série de discussões sobre o Sudão com integrantes da União Africana e da ONU (Organização das Nações Unidas).

Observadores

Segundo a agência oficial de notícias do Egito, a MENA, os encontros começarão neste domingo no Cairo.

Milícias árabes sudanesas são acusadas de promover uma limpeza étnica em Darfur, matando e desalojando negros.

Entre os temas abordados na reunião do Cairo está o envio de observadores árabes à região de Darfur que, segundo a ONU, é palco atualmente da maior crise humanitária do mundo.

Os observadores árabes ajudariam os integrantes da União Africana que já encontram-se em Darfur.

No Sudão, o governador do norte de Darfur, Osman Yusuf Kibir, afirmou no sábado que mais de 200 integrantes do grupo rebelde Justiça e Igualdade teriam se rendido - e que o governo sudanês estaria preparado para absolvê-los.

Mas, em uma entrevista à BBC, o comandante do grupo Omar Adam negou as informações do governo de Darfur.

Adam ainda acusou o governo sudanês de levar pessoas da fronteira do Chade para Darfur e de dar-lhes armas, fazendo parecer que se tratavam de rebeldes.

Em um plano de ação acordado previamente entre o governo sudanês e a ONU, os grupos rebeldes precisam se retirar de áreas vigiadas pela União Africana e entregar as suas armas.

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