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Atualizado às: 29 de julho, 2004 - 09h36 GMT (06h36 Brasília)
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Sauditas propõem força muçulmana no Iraque
Soldados da Malásia
A força seria formada por países como a Malásia.
A Arábia Saudita propôs que seja enviado ao Iraque um novo contingente militar formado exclusivamente por países muçulmanos.

O plano foi mencionado no encontro entre o secretário de Estado ameriacano, Colin Powell, e altos membros do governo saudita, na capital administrativa do país, Jidá.

Um integrante do governo árabe disse que vários países islâmicos já foram contactados.

O ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, Saud al-Faisal, confirmou que as negociações preliminares para a criação da força militar já estão acontecendo, mas não deu mais detalhes.

Contatos

Um porta voz do Departamento de Estado americano, Richard Boucher, disse que as negociações pretendem “facilitar o envio de soldados vindo de países que não sejam vizinhos do Iraque”.

Recentemente, o atual governo interino do Iraque disse que não aceitaria a presença de tropas de países vizinhos.

Um alto membro do governo saudita disse que o país vem estudando a ideia há duas semanas e já fez contatos iniciais com outras nações islâmicas.

A Arábia saudita já teria discutido o assunto também com a Organização das Nações Unidas e líderes iraquianos.

O repórter da BBC, Jill McGivering, que viaja com Powell, disse que apesar da proposta será difícil conquistar o apoio das populações dos países muçulmanos, que se opuseram frontalmente à invasão do Iraque.

Muito vai depender, acreditam especialistas, de qual mandato eles teriam no país e sobre quem comandaria a operação. Dificilmente países muçulmanos aceitariam manter suas tropas sob o comando americano.

Os americanos apoiariam a idéia de uma diminuição das tropas no Iraque. Mas a questão é se os Estados Unidos estariam dispostos a abrir mão de parte de seu controle em solo iraquiano.

A Casa Branca condenou um atentado suicida no Iraque que matou cerca de 70 pessoas na quarta-feira, na cidade de Baquba, ao norte da capital Bagdá.

Em todo o país, mais de 100 pessoas foram assassinadas, no dia mais violento desde a transferência de poder no Iraque, há um mês.

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