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Corrente humana contra retirada de Gaza reúne 130 mil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A polícia de Israel calcula que cerca de 130 mil pessoas realizaram neste domingo um protesto contra os planos do governo de acabar com assentamentos na Faixa de Gaza e se retirar do território. Os manifestantes se deram as mãos, formando uma corrente humana que se estendeu por 90 quilômetros ao longo da estrada que vai do assentamento judeu de Nissanit, na Faixa de Gaza, a Jerusalém. Em Gaza, a ponta da corrente era Shamir Yitzhak, que foi obrigado a deixar sua casa em 1948, quando o Egito tomou a região. Na outra extremidade, em frente ao Muro das Lamentações, em Jerusalém, estava a neta de Yitzhak, uma menina de seis anos. Apesar disso, pesquisas de opinião indicam que a maioria dos israelenses apóia a proposta para Gaza, defendida pelo primeiro-ministro, Ariel Sharon. Hino Os manifestantes dançaram e cantaram canções patrióticas antes de se darem as mãos e cantarem juntos o hino nacional israelense. O plano do governo israelense propõe que todos os 21 assentamentos da Faixa de Gaza e quatro dos que estão na Cisjordânia sejam evacuados até setembro do ano que vem, como um passo unilateral para proteger Israel de militantes palestinos. A proposta vem enfrentando forte oposição de políticos de direita, inclusive de alguns membros da coalizão de governo de Sharon. Vivem na Faixa de Gaza cerca de sete mil colonos judeus, em meio a uma população palestina de aproximadamente 1,3 milhão. Cisjordânia Quando a manifestação estava acabando, militantes palestinos dispararam um foguete contra um assentamento no território, ferindo seis pessoas. Na Cidade de Gaza, helicópteros militares realizaram um segundo ataque com mísseis contra uma construção no bairro de Zeitoun, que já havia sido atingida em um ataque anterior no mesmo dia. Acredita-se que a casa, que foi destruída, pertencesse a uma facção do grupo militante Hamas. O ataque teve o objetivo de destruir armas que lá estavam escondidas, disseram fontes do exército israelense. Enquanto isso, na Cisjordânia, seis palestinos foram mortos neste domingo por forças israelenses perto da cidade de Tulkarem. De acordo com oficiais militares de Israel, os seis eram milicianos armados membros da Brigada de Mártires de Al-Aqsa – um braço armado do movimento político Fatah, do líder palestino Yasser Arafat. Fontes palestinas, porém, disseram um dos mortos era um civil de 18 anos que foi surpreendido pelo tiroteio. Testemunhas disseram que a operação israelense foi realizada por soldados à paisana de uma unidade de elite da polícia de fronteira. |
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