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Estupro é arma de guerra no Sudão, diz Anistia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Milícias árabes pró-governo no Sudão estão usando o estupro em massa como arma no conflito com grupos de africanos não árabes em Darfur, diz a Anistia Internacional. Meninas de 8 anos e mulheres de 80 foram estupradas, diz a entidade. A Anistia Internacional acusa a comunidade internacional de não fazer o suficiente para proteger as mulheres em Darfur e também nos campos de refugiados no país vizinho Chad, para onde muitas fugiram. No seu relatório, intitulado Estupro Como Arma de Guerra, a organização publicou depoimentos de algumas das centenas de mulheres com quem seus pesquisadores conversaram. “Eu estava dormindo quando o ataque contra (o vilarejo) Disa começou. Fui levada pelos agressores, todos vestiam uniformes”, conta uma refugiada de Disa. “Levaram dezenas de outras meninas e fizeram com que andássemos por três horas. Durante o dia éramos espancadas. (…) À noite, éramos estupradas várias vezes. Não recebemos comida por três dias.” A Anistia acusa o governo de apoiar os ataques pelas milícias Janjaweed e quer que seja feita uma investigação sobre crimes de guerra e crimes contra a humanidade no Sudão. O governo nega as acusações. As negociações de paz entre o governo e os rebeldes de Darfur foram abandonadas no sábado. |
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