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Síria e Iraque vão criar força conjunta para fronteira | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Iraque e Síria concordaram em criar uma força especial de segurança para impedir que combatentes cruzem a fronteira entre os dois países. O vice-primeiro-ministro iraquiano, Barham Saleh, e o presidente sírio, Bashar al-Assad, chegaram a um acordo em uma reunião em Damasco, a capital síria. Os Estados Unidos responsabilizam os combatentes estrangeiros por inflamar a resistência no Iraque. Mas apesar dos planos, o correspondente da BBC em Bagdá diz que a fronteira de 600 km é extremamente difícil de fechar completamente. Sanções Peter Greste disse que a fronteira é basicamente uma linha artificial na areia, cruzada por membros de tribos locais e contrabantistas por gerações. Mas ele disse que o acordo é um reconhecimento tácito do governo sírio de que combatentes estrangeiros têm cruzado a fronteira para atacar forças americanas e iraquianas. "Nós concordamos que forças de segurança especializadas vão cooperar e investigar a infiltração de terroristas para lançar operações militares e evitar todos os aspectos da infiltração", disse Saleh. Os Estados Unidos impuseram sanções contra a Síria no início deste ano, acusando Damasco de não fazer o suficiente para impedir o movimento dos militantes. Saleh esteve na Síria para abrir o caminho para uma visita do primeiro-minsitro interino Iyad Allawi, que também deve ir à Jordânia e ao Irã. A expectativa é que Allawi rejeite a oferta de envio de tropas de outros países árabes para se juntar a uma força de paz multinacional no Iraque. "Encorajados" "O governo iraquiano tem uma posição clara nesta questão", disse Saleh. "O Iraque procura relações estáveis e equilibradas com os países vizinhos, mas a intervenção militar de qualquer um desses países seria um fator complicador." O enviado especial da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, também se reuniu com o presidente sírio no domingo. Ele disse que tanto ele como Saleh se sentiram "encorajados" pela conversa com al-Assad e pelas contribuições que os países vizinhos têm feito à paz no Iraque. "Aqueles que se opõem à ocupação vão ver que agora é hora de consolidar a soberania e a independência (do Iraque)", disse ele. |
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