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Vizinhos do Iraque negam falhas nas fronteiras e acusam EUA
Ataque a caminhão em Bagdá
O Irã e a Síria, que foram acusados pelos Estados Unidos de não fazer o suficiente para controlar as fronteiras com o Iraque, disseram que a principal razão para a instabilidade do país é a presença de tropas estrangeiras.

Os presidentes de ambos os países, reunidos em Teerã nesta segunda-feira, pediram que essas forças se retirem o mais rápido possível.

O rei Abdullah, da Jordânia, também disse que o novo governo do Iraque precisa conseguir ser reconhecido nos próximos meses, porque o caos contínuo no país só faz crescer as possibilidades de uma guerra civil que pode desestabilizar toda a região.

As declarações do monarca jordaniano e de Irã e Síria aconteceram depois que o governo do Iraque acusou os governos de países vizinhos de falha na vigilância, por não conseguirem impedir que combatentes estrangeiros entrem no país.

Vizinhos

O ministro do exterior, Hoshyar Zebari, afirmou à BBC que vários países prometeram cooperação junto à fronteira, mas disse que as promessas não foram cumpridas.

Entretanto Zebari afirmou que não há provas de que algum desses governos tenha, deliberadamente, ajudado tais grupos de combatentes.

Em maio, os Estados Unidos impuseram sanções econômicas ao governo da Síria depois de acusarem o país de permitir que militantes entrassem no Iraque.

Zebari afirmou que os militantes estão entrando no Iraque vindos do Irã, Síria, Turquia, Arábia Saudita, Kuwait e Jordânia. Todos estes países fazem fronteira com o Iraque.

''Muitos deles vêm de fora para acertar contas com os americanos, como se, em sua lógica distorcida, os americanos fossem os infiéis", disse o ministro iraquiano em entrevista à BBC.

''Eles devem ter cruzado a fronteira por algum país. Estes combatentes não podem ter vindo do céu'', acrescentou.

Agências de segurança

Zebari disse que nenhum governo destes países foi acusado de envolvimento com estes grupos, mas pode haver um envolvimento dos baixos escalões de agências de segurança.

E, segundo o ministro do Exterior iraquiano, mesmo o Kuwait, que já demonstrou vontade de colaborar, tinha alguns de seus cidadãos envolvidos com redes terroristas.

Para Zebari a questão precisa ser resolvida pelo Iraque e seus vizinhos, sem o envolvimento dos Estados Unidos.

''Vamos agir na hora certa pois este é um trabalho para os iraquianos'', disse.

Iraque Pós-Saddam
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