|
Portugal encara ‘trauma’ de semifinal para fazer história | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Portugal enfrenta a seleção holandesa nesta quarta-feira, pelas semifinais da Eurocopa, com a missão de vencer para chegar à final do torneio que o país organizou e conquistar uma façanha inédita na história do futebol português. Nas outras três vezes em que chegou à semifinais de um grande torneio internacional, a seleção portuguesa foi derrotada: pela Inglaterra, na Copa do Mundo de 1966, e pela França, nas Eurocopas de 1984 e 2000. “O que nós queremos é mudar essa história de chegarmos às semifinais e não passarmos. Como falam em Portugal, dar tudo por tudo, fazer tudo por tudo para conseguirmos”, disse o brasileiro Luiz Felipe Scolari, técnico da seleção portuguesa. “Tenho noção de que a seleção portuguesa pode estar nesse momento passando a uma fase que nunca conseguiu. Eu faço parte de um grupo." "Eu não quero ser história. Eu quero ser integrante de um grupo que poderá fazer história ou poderá ser lembrado por todos os portugueses no futuro”, acrescentou o treinador. Trabalho psicológico Scolari revelou que uma das preocupações da comissão técnica nos últimos dias foi conversar com os jogadores da seleção portuguesa para evitar que eles sejam contagiados pelos fracassos do passado. De acordo com o treinador, os portugueses foram submetidos a um trabalho de mentalização “quase que individualizado” para que percebessem que as derrotas nas semifinais anteriores não têm nenhuma relação com a partida desta quarta-feira. No entanto, o técnico da seleção portuguesa também tentou evitar o excesso de confiança dos torcedores e ficou irritado com a possibilidade de uma derrota contra a Holanda ser encarada como um novo fracasso em Portugal. “Do outro lado, tem uma grande equipe. São duas equipes idênticas, parelhas, não tem superioridade de ninguém”, disse Scolari. “Nossa equipe tem grandes condições, mas nada mais do que isso, com os pés no chão para enfrentarmos a Holanda.” 'Mesmo nível' Para o brasileiro, as quatro equipes que chegaram às semifinais estão no mesmo nível, e os portugueses precisam estar preparados para qualquer resultado. “São quatro grandes equipes, não têm muita diferença”, afirmou. “A gente sabe que pode ser ruim, mas isso é normal.” O técnico da seleção portuguesa aproveitou a coletiva realizada nesta terça-feira para, de forma indireta, pressionar o árbitro sueco Anders Frisk, que vai apitar o jogo contra a Holanda, a ter atenção com algumas "práticas" dos adversários. “O lateral do Reizeger é muito bem cobrado. Às vezes, dá a impressão que é com uma mão só. Às vezes, ele levanta o pé, e o árbitro tem que estar atento a isso”, disse Scolari. “Nós temos impedimentos muitas vezes do Van Nistelrooy, em bola parada, em que ele sai da posição de impedimento para atrair a atenção e alguém é beneficiado”, acrescentou o treinador. 'Cuidados' “O árbitro tem que saber até que ponto isso é maléfico para a equipe adversária ou qual é o proveito que se tira disso. Ninguém pode ser prejudicado. Nós temos que ter muitos cuidados.” Scolari também voltou a agradecer o apoio que os brasileiros têm dado à seleção portuguesa na Eurocopa e pediu que isso se repita nesta quarta-feira, quando Portugal enfrenta a Holanda na semifinal do torneio. “Nós ficamos realmente orgulhosos, felizes por tudo o que vem acontecendo no Brasil, neste momento, em termos de seleção portuguesa”, disse o treinador. “Precisamos do apoio lá do Brasil, com pensamento positivo, com as mensagens que nos chegam, com aquele otimismo com que as pessoas assistem a esses jogos e nos passam os fluidos positivos que são importantes.” |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||