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Brizola era 'leão da esquerda radical brasileira', diz El País | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A morte do ex-governador Leonel Brizola foi registrada com obituários pelos principais jornais do mundo. O espanhol El País diz que "o velho leão da esquerda radical brasileira" morreu na segunda-feira no Rio. Segundo o jornal, Brizola foi "um radical apaixonado, inconformado e polêmico e sempre do lado dos trabalhadores". "Parou o coração do velho lutador pelos direitos dos trabalhadores, que sempre sonhou em ser o sucessor na Presidência do popular Getúlio Vargas e parou também o coração político do país", diz El País. Talento Na Grã-Bretanha, o Independent diz que Brizola foi "o defensor dos mais pobres entre os pobres" do Brasil. Segundo o jornal, Brizola dedicou sua "carreira de mais de meio século tentando empurrar a política brasileira para a esquerda". O esforço lhe trouxe algum sucesso, diz o Independent, "mas lhe custou 15 anos de exílio, e ele nunca alcançou seu maior objetivo" (a Presidência). O diário londrino The Guardian diz que Brizola foi um dos líderes de esquerda que mais provocou a discórdia no Brasil nos últimos 50 anos. Mas, para o jornal, Brizola foi o "orador mais talentoso da vida pública brasileira" em sua época. Nos Estados Unidos, o New York Times diz que o papel de Brizola na tentativa de "evitar um golpe militar no início dos anos 1960 fez ele se sobressair na política brasileira". Segundo o jornal, Brizola foi um "ardente populista". Também nos Estados Unidos, o Los Angeles Times classifica Brizola como "um dos mais notáveis políticos de esquerda do Brasil". Na França, o jornal Le Monde diz que Brizola era "o herdeiro do populismo de Getúlio Vargas", mas que já era "uma sombra do que foi" quando foi escolhido para a vice-presidência da Internacional Socialista, em São Paulo, em outubro passado. O Liberatión diz que o Brasil está "de luto pela morte de seu caudilho de esquerda". Futebol Já o jornal International Herald Tribune traz na primeira página a notícia sobre um novo livro lançado no mercado americano que diz que os Estados Unidos estão perdendo a guerra contra os muçulmanos radicais. O autor é anônimo, mas o jornal diz que é um graduado funcionário da CIA e que trabalha há 22 anos na agência. Segundo o livro, que tem o título de Imperial Hubris (Excesso de Confiança Imperial, em tradução livre), a invasão do Iraque "ajudou o inimigo". Já o Financial Times diz que o Brasil vai começar a derrubar aviões usados por traficantes, numa referência à regulamentação da chamada Lei do Abate, que está em discussão pelo governo. A comparação do jogador de futebol da seleção inglesa Wayne Rooney com Pelé continua a dominar a imprensa londrina. O tablóide The Sun garante que Pelé admitiu que Rooney está seguindo os passos dele. Mas não traz nenhuma frase de Pelé que confirme essa declaração. Outros jornais britânicos dizem que Pelé classificou Rooney como um "talento fora de série". |
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