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Ataques a prédios do governo na Rússia matam 46 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 46 pessoas foram mortas, incluindo autoridades, e 50 ficaram feridas em uma série de ataques a prédios do governo, postos policiais e barreiras militares durante a noite na província de Ingushetia, na Rússia, na fronteira com a Chechênia. O presidente russo, Vladimir Putin, pediu a prisão dos rebeldes que organizaram os ataques. A declaração foi feita depois que forças da Rússia e de Ingushetia começaram uma grande operação para capturar os responsáveis. A sede do Ministério do Interior em Nazran, capital da província, foi atacada e incendiada. O ministro do Interior em exercício, Abukar Kostoyev, está entre os mortos, segundo relatos. Houve luta também na cidades de Karabulak e Sleptsovsk, também na fronteira com a Chechênia. Forças de segurança, com apoio de helicópteros, disseram ter recuperado controle de Nazran depois de uma noite de lutas. Os ataques aconteceram depois que os rebeldes chechenos prometeram grandes novos ataques. Vítimas "Há muitas vítimas, tanto do lado dos agentes da lei quanto entre civis", disse o governador de Ingushetia, Murat Zyazikov, à mídia russa. Segundo autoridades, cerca de cem atiradores armados com granadas e mísseis estiveram envolvidos nos ataques. Uma autoridade na representação de Ingushetia em Moscou disse à agência russa Interfax que os ataques começaram às 23h, horário local (17h em Brasília). Segundo relatos, um lançador múltiplo de mísseis foi empregado em Nazran e as pessoas da área se abrigaram em porões. Uma moradora disse ao correspondente da BBC na Rússia, Steve Rosenberg, que podia ouvir tiros contínuos e explosões barulhentas na cidade. Uma equipe de TV da Rússia relatou ter encontrado homens mascarados perto de Nazran que disseram pertencer à "Brigada de Mártires" e ter "atirado em todo mundo". Em uma entrevista no rádio na semana passada, o líder dos rebeldes chechenos, Aslan Maskhadov, disse que suas forças estavam se preparando para mudar de tática. "Antes nós concentrávamos nossos esforços em atos de sabotagem, mas em breve vamos começar ações militares ativas", disse. Há também relatos de longas trocas de tiros na província de Daguestão, também na fronteira com a Chechênia, mas não está claro se há ligações com a luta em Ingushetia. |
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