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Atualizado às: 14 de junho, 2004 - 03h48 GMT (00h48 Brasília)
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Governos da Europa sofrem pior derrota eleitoral em décadas
Garoto coloca voto do pai em urna da Lituânia
A abstenção nos novos países-membros da União Européia foi ainda maior
Os governos dos quatro maiores países da União Européia sofreram uma derrota avassaladora nas eleições para o Parlamento Europeu ocorridas nesta semana, as maiores já realizadas no continente.

Na Alemanha, o partido do chanceler Gerhard Schröder teve seu pior resultado desde a Segunda Guerra Mundial. Os sociais-democratas alemães conseguiram menos de 22% dos votos, contra mais de 44% de seus principais opositores, os democratas-cristãos.

Na Grã-Bretanha, o Partido Trabalhista, do primeiro-ministro Tony Blair, tentava minimizar previsões de que terá o pior resultado de um partido governista em uma eleição desde 1918.

A Força Itália, do premiê Silvio Berlusconi, também se preparava para obter seu pior resultado eleitoral desde a sua criação, há dez anos, com 20,5% dos votos.

Na França, a União para o Movimento Popular, do presidente Jacques Chirac, tinha menos de 17% dos votos, contra quase 30% dos socialistas. Essa é a segunda derrota do atual governo francês em três meses.

Abstenção

As eleições também tiveram abstenção recorde, com apenas 44,2% dos eleitores comparecendo às urnas.

O comparecimento foi ainda menor nos países da Europa Oriental que acabaram de entrar na União Européia, cerca de 26%.

Na Polônia, o maior dos países recém-ingressos, a abstenção foi de quase 80%, e o partido do governo deveria ficar com apenas 11% dos votos, segundo projeções.

Outra característica dessa eleição foi o bom resultado de partidos contrários a uma maior integração da União Européia.

O Partido da Independência do Reino Unido deve aumentar sua bancada de 3 para 15 deputados, e a Liga das Famílias Católicas ficou em terceiro lugar na Polônia, à frente dos socialistas, que estão no governo.

Segundo previsões de analistas, o bloco dos partidos de centro-direita deve se manter como o maior do Parlamento Europeu.

A centro-direita deve ficar com 37% das cadeiras, contra 30% dos socialistas, 8,5% dos liberais e 5% da extrema esquerda.

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