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União Européia inicia maior eleição de sua história | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As populações da Grã-Bretanha e da Holanda começaram a votar nesta quinta-feira nas eleições para representantes no Parlamento europeu. Durante quatro dias, eleitores nos 25 países da União Européia participarão da maior eleição transnacional do mundo. O pleito levará quatro dias – os resultados devem sair no domingo. Os principais temas em pauta são o papel da Europa no conflito e reconstrução do Iraque e até que ponto as autoridades européias devem ter controle sobre assuntos locais dos países do bloco. Abstenção Há temores, porém, de que até metade dos cerca de 350 milhões de pessoas habilitadas a votar não compareçam às urnas. Esta será também a primeira vez que os cidadãos dos dez países que entraram para a UE em 1º de maio poderão escolher seus eurodeputados – o número total de deputados vai subir agora para 732. Os partidos do governo britânico e holandês temem que um forte voto de protesto poderia fortalecer seus opositores. Espera-se que os eleitores da Grã-Bretanha apliquem um castigo ao primeiro-ministro Tony Blair pelo apoio que deu aos Estados Unidos na invasão do Iraque e pelo aparente desejo de seu Partido Trabalhista de aproximar o país à UE. Teste Este deve ser o último teste da opinião pública britânica antes das eleições gerais do ano que vem. O Parlamento Europeu, com sedes em Bruxelas e em Estrasburgo (França), foi criado como um contrapeso democrático à Comissão Européia, órgão executivo da UE cujos integrantes são indicados, e não eleitos. A legislação proveniente deste órgão afeta questões européias como o orçamento, comércio, meio ambiente e consumo. Poucos europeus, porém, prestam atenção aos trabalhos desse Parlamento ou sabem os nomes dos representantes de seu país. A instituição também é alvo de críticas pelos altos salários e benefícios dos eurodeputados, o que reforça os argumentos dos militantes de partidos radicais nacionalistas que defendem a retirada de seus países da UE. |
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