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Governo do Irã defende o seu programa nuclear | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O governo do Irã declarou neste sábado que não vai aceitar nenhuma nova imposição internacional sobre o seu programa nuclear, afirmando que o mundo precisa reconhecer o país como detentor desta capacidade. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Kamal Kharrazi, disse que o país não irá abrir mão do chamado ciclo nuclear, que inclui o processamento e o enriquecimento de urânio - necessários tanto para a produção de energia nuclear como para a fabricação de armas nucleares. Segundo Kharrazi, o esboço de uma resolução a ser considerada pela Agência Internacional de Energia Atômica das Nações Unidas, a AIEA, na próxima segunda-feira, é inaceitável pelo Irã - a não ser que algumas modificações sejam feitas no documento. A resolução, preparada por Grã-Bretanha, França e Alemanha pede que países como o Irã dêem uma explicação completa de seu programa nuclear e diz que, no caso do Irã, há deficiências em sua colaboração com a AIEA. O ministro acusou os Estados Unidos de "se pegarem em detalhes mínimos" no caso iraniano junto à AIEA. Ele pediu que a agência não aceite a pressão americana durante a reunião marcada para a semana que vem, que discutirá o programa nuclear iraniano. "É preciso esclarecer, no entanto, que o espírito geral de colaboração (entre o Irã e a AIEA) não está comprometido", disse Kharrazi. |
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