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Blair volta dos EUA sob pressão após derrota em eleições | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, voltou dos Estados Unidos neste sábado sob mais pressão após o partido do qual é líder, o Trabalhista, ter apresentado o pior desempenho da história recente nas últimas eleições locais britânicas. Com a maior parte dos votos já contados, o Partido Trabalhista (Labour) perdeu 464 cadeiras e 8 governos de cidades imporantes como Newcastle e Leeds. Os conservadores (Tories) ganharam 263 cadeiras, incluindo Trafford. Londres reelegeu o prefeito Ken Livingstone, do Partido Trabalhista. Blair, que estava em Washington para o enterro do ex-presidente americano Ronald Reagan, pediu para que os trabalhistas "se acalmem" e "analisem a situação". O primeiro-ministro reconheceu que o voto-protesto pela guerra no Iraque prejudicou o Partido Trabalhista. Blair falou sobre as eleições antes de embarcar de volta à Grã-Bretanha. Resultados Os resultados mostram o Partido Trabalhista em terceiro lugar em termos da divisão dos votos - 12% atrás dos conservadores e 3% atrás dos liberais-democratas. Caso os resultados sejam confirmados, este será o pior desempenho de um partido do governo em eleições locais. Escrevendo na edição deste sábado do jornal Independent, que se opôs à guerra no Iraque, o ex-ministro das Relações Exteriores britânico, Robin Cook, afirmou que Blair precisa prometer que não haverá mais "Iraques" - caso ele queira liderar o Partido Trabalhista nas próximas eleições gerais. "O problema real é que Blair ainda está convicto de que estava certo, e deve estar pronto para fazer tudo de novo", disse Cook, em relação à política externa britânica com o Iraque. "Se for este o caso, muitos eleitores dos trabalhistas podem não ser conquistados de volta", escreveu Cook. |
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