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Atualizado às: 07 de junho, 2004 - 14h59 GMT (11h59 Brasília)
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Petrobras enfrenta pressão em política de preços, diz 'FT'
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A edição desta segunda-feira do jornal britânico Financial Times traz uma reportagem sobre a política de preços da Petrobras no mercado interno.

De acordo com o diário, a petrolífera está sofrendo crescente pressão de investidores para aumentar o preço da gasolina e de óleo diesel no Brasil.

A pressão, afirma o jornal, se deu após o petróleo ter atingido uma alta recorde na semana passada.

De acordo com o FT, o fato de a Petrobras não ter feito reajustes significativos desde abril do ano passado "reforça a impressão generalizada de que ela está praticando controle de preços para ajudar o governo a atingir suas metas inflacionárias".

Segundo analistas ouvidos pelo jornal, a Petrobras estaria vendendo gasolina e óleo diesel em suas refinarias com descontos de, respectivamente, 30% e 7%.

O diário britânico diz que as refinarias da Petrobras mantém um semi-monopólio no Brasil. Segundo o jornal, "acredita-se que seus preços abaixo dos valores de mercado representam uma competição injusta e capaz de afugentar investidores".

Evangélicos

O Los Angeles Times traz uma reportagem intitulada: "Movidos pelo Espírito de Governar".

O texto comenta que no Brasil e em outros países majoritariamente católicos da América Latina, "a política se tornou um terreno fértil para evangélicos".

O diário americano traz uma entrevista com o deputado Adelor Vieira, do PMDB de Santa Catarina, da bancada evangélica do Congresso.

O Los Angeles Times afirma que outros latino-americanos, "assim como Vieira", estão saindo das igrejas e entrando para o mundo secular da política.

Mas o jornal destaca que, diferentemente dos evangélicos que ingressaram na política nos Estados Unidos, os brasileiros não são de extrema-direita.

O diário cita o deputado Walter Pinheiro, do PT da Bahia, que identificando-o como um político "mais inclinado a idéias radicais socialistas".

Dia D

Os principais jornais europeus destacam a celebração dos 60 anos do Dia D, na Normandia, na França. A data, celebrada neste domingo, marcou o início da vitória das forças aliadas contra a Alemanha nazista.

O francês Libération fala dos "reconciliados pelo 6 de junho". Segundo o jornal, a presença na celebração do chanceler alemão, Gerard Schroeder, deu um "significado histórico" para o evento e também possibiliou a reaproximação entre os presidentes George W. Bush, dos Estados Unidos, e Jacques Chirac, da França.

O Frankfuter Allgemeine Zeitung, da Alemanha, destaca o discurso feito por Schroeder durante o evento. O chanceler alemão afirmou que o fato de ele ter sido convidado ao evento mostra que o período do pós-guerra acabou de vez.

Segundo o diário, "se o período do pós-guerra acabou, a ordem no qual ele se inseria também está obsoleta". Por conta disso, afirma o jornal, "não há mais razão pela qual a Alemanha não possa receber uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU".

Ivan LessaO Meu Dia D
Colunista conta detalhes sobre como foi seu 6 de junho.
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