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Crime organizado cresce à sombra de atentados em Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O crime organizado movimentou cerca de US$ 2,5 bilhões em Israel desde a década passada, segundo o ex-comandante da polícia israelense Asaf Heretz. Nos últimos quatro anos, a polícia local, que vem centrando esforços no combate a atentados suicidas, perdeu controle do crime organizado. O submundo israelense tem gerado fortunas através do jogo ilegal, prostituição e tráfico de drogas. No ano passado, o combate ao crime organizado voltou a ser uma prioridade policial, após nove civis terem sido mortos durante trocas de tiros entre gangues criminosas rivais. Os gângsteres israelenses têm espalhado seus tentáculos por diversos países, entre eles Estados Unidos, Rússia, África do Sul e Holanda. O recente assassinato de um traficante israelense em Londres pode indicar que eles também já estão atuando na Grã-Bretanha. Crime em Londres O corpo de Simon Turkov foi achado em um quarto de um luxuoso hotel no centro de Londres. Turkov havia cumprido uma pena de dois anos em Israel por ter tentado entrar no país com cerca de 100 mil tabletes de ecstasy. Em 2003, um atentado a bomba, incialmente atribuído a palestinos, matou três pessoas em Tel Aviv. Mais tarde, soube-se que o alvo do ataque era uma figura de destaque no submundo israelense, que, por motivos legais, chamamos de Sr. Z. Um dos amigos do sr. Z é o ex-ministro da Energia de Israel Gonen Segev. O ex-ministro aguarda julgamento por ter tentado contrabandear através da Holanda para Israel 32 mil tabletes de ecstasy disfarçados de chocolates M&M. O grupo do sr. Z se situa em Tel Aviv e estaria em guerra com uma família rival, de Jerusalém, comandada pelo sr. X e por seu irmão. Rivais A disputa entre as duas facções teria como objetivo o controle de vôos que levam apostadores israelenses para cassinos do Leste Europeu. Os cassinos não são permitidos pela lei israelense. Mas o jogo ilegal é uma atividade corrente em Israel. Recentemente a polícia vem apertando o cerco contra "cassinos navais", instalados em embarcações que partem de cidades como Eilat e navegam pelo Mar Vermelho. Segundo o porta-voz da polícia israelense, Gil Kleiman, uma nova legislação foi introduzida nos últimos anos para tentar coibir lavagem de dinheiro e tráfico humano, em especial de mulheres trazidas do Leste Europeu para se prostituírem em bordéis de Israel. Segundo relatos, atualmente um dos principais objetivos de organizações criminosas israelenses é Las Vegas, onde além de jogo, há uma alta demanda por drogas como ecstasy e cocaína. |
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