|
Gabinete de Israel aprova plano de Sharon para Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Gabinete de ministros de Israel aprovou, em princípio, o plano controverso do primeiro-ministro Ariel Sharon de retirada da Faixa de Gaza. A proposta de Sharon foi aprovada por 14 votos a favor e sete contra. Mas o gabinete adiou a decisão sobre a destruição de assentamentos israelenses em Gaza. A correspondente da BBC em Israel, Barbara Plett, disse que a votação vai permitir que Sharon mantenha a coalizão de governo, mas sem resolver o problema. Muitos ministros são contra o plano. "O governo decidiu hoje (domingo) que, ao final de 2005, Israel vai deixar (todos os 21 assentamentos judeus) Gaza e quatro assentamentos (na Cisjordânia). O Estado de Israel deu um passo decisivo para seu futuro", disse Sharon, segundo a agência Reuters. Demissões Detalhes do plano ainda estão surgindo. A Rádio Israel disse, ainda antes da votação, que qualquer referência aos assentamentos judeus em Gaza tinha sido retirada da proposta como parte de um acordo. Depois da demissão de dois ministros que se opunham ao plano, havia a expectativa de que Sharon conseguisse que a proposta fosse aprovada por pequena margem. Um dos ministros demitidos, Benny Elon, se escondeu para evitar receber a carta de afastamento. No entanto, embora ele tenha aparecido para votar na reunião, o advogado-geral já tinha decidido que ele não poderia fazer isso. Sharon disse que a maioria dos israelenses entendem o "enorme significado desse plano". Os palestinos receberam bem a qualquer retirada dos territórios, mas suspeitam que o plano de Sharon vai se mostrar como uma manobra para trocar a Faixa de Gaza, que é pequena e empobrecida, por áreas maiores na Cisjordânia, onde vive a maioria dos colonos judeus. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||