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Sharon demite dois ministros contrários à retirada de Gaza | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, demitiu nesta sexta-feira dois ministros que eram contra o plano do governo de desocupação da Faixa de Gaza. Os dois ministros, Benny Elon, do Turismo, e Avigdor Lieberman, dos Transportes, pertencem ao partido de direita União Nacional. A saída de ambos deve garantir a Sharon a maioria no gabinete para o plano de retirada de Gaza e de partes da Cisjordânia. Até então, 11 ministros apoiavam o plano e 12 eram contrários. No domingo, o gabinete se reúne para votar a aprovação. 'De qualquer maneira' Lieberman afirmou que teria renunciado de qualquer maneira, caso o gabinete aprovasse o apoio ao plano. "Não estou envergonhado (com a demissão)", disse ele a uma emissora de rádio israelense. "Vou receber a carta da minha demissão." Além de se retirar de toda a Faixa de Gaza, com exceção da fronteira com o Egito, Sharon planeja destruir quatro assentamentos na Cisjordânia. Em abril, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, manifestou seu apoio ao plano de Sharon, causando polêmica. O mesmo plano foi recusado pelo partido do próprio primeiro-ministro, o Likud, em um referendo em maio. Apesar disso, Sharon continuou a tentar avançar com a proposta, sustentada pelos resultados de pesquisas de opinião, que apontam o apoio da maioria dos israelenses. |
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