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Powell diz que Iraque não poderá vetar ações da coalizão | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Secretário de Estado americano, Colin Powell, disse que o novo governo iraquiano não terá poder de veto sobre as ações das forças lideradas pelos Estados Unidos no Iraque após a transferência de poder, no fim do mês. Powell disse que o novo governo iraquiano será soberano, mas que as tropas americanas e iraquianas ficarão sob comandos diferentes. As declarações contradizem a posição do primeiro-ministro britânico, Tony Blair, maior aliado dos Estados Unidos no Iraque, que disse recentemente que operações individuais precisariam do consentimento do governo iraquiano. O novo esboço de resolução sobre o Iraque, apresentado na quarta-feira por Estados Unidos e Grã-Bretanha, dá autoridade para a coalizão tomar as medidas consideradas necessárias para garantir a segurança do Iraque. Mas o texto prevê o fim desses poderes após a posse de um governo eleito, em janeiro de 2006. Conselho de Segurança O Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) se reúne nesta quinta-feira para discutir a nova resolução. O novo ministro do Exterior do Iraque, Hoshyar Zebari, vai participar do encontro. A França, a Rússia e a China - que têm poder de veto no Conselho de Segurança - disseram que o texto não deixa claro quem irá controlar a segurança do Iraque após a transferência de poder. O presidente da França, Jacques Chirac, afirmou que ainda é preciso trabalhar o texto. O embaixador da China na ONU, Wang Guangya, disse que a restauração da "soberania total não foi completamente refletida" no texto. A previsão inicial para o Iraque é que a soberania seja devolvida ao país após o dia 30 de junho e que eleições sejam realizadas no início do ano que vem. |
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