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Tropas do Brasil no Haiti 'terão 15 mil para desarmar' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
As tropas de paz das Nações Unidas que o Brasil vai liderar no Haiti podem ter que desarmar mais de 15 mil membros de grupos armados, de acordo com estimativas do presidente interino do Haiti, Gerard Latortue. “O Haiti é um país onde há mais rumores do que informações concretas, mas são basicamente dois grupos armados”, explicou o premiê, que concedeu uma entrevista coletiva em Guadalajara, aonde veio para participar da cúpula de países da União Européia, América Latina e Caribe. “O primeiro é composto pelo que chamamos de ex-rebeldes contra o presidente (Jean-Bertrand) Aristide, que é composto por antigos membros do exército e tem no máximo 800 pessoas”, disse Latortue. “Mas a grande parte é composta por outros grupos armados, montados por Aristide antes de sua saída. São quase 15 mil pessoas. É um trabalho difícil, que já começou com as tropas multinacionais, mas acho vai ser mais fácil com as tropas da ONU.” Palavra incompleta As declarações do presidente revelam perigos para as tropas brasileiras. “Com os americanos tentando desarmar essa gente, poderia morrer um ou dois americanos. E é possível imaginar que dois ou três cadáveres americanos teriam em Nova York, seria uma revolu... (não completou a palavra). Em ano eleitoral, os americanos nem sempre estão muito interessados em participar.” Ele acrescenta que a relação com as tropas francesas também é complicada e que, por isso, espera a chegada das tropas da ONU. Segundo o presidente, o carinho que os haitianos têm pelos brasileiros talvez facilite o trabalho. “Estamos muito contentes com a participação do Brasil. Vocês sabem que os haitianos são muito parecidos com o Brasil. No futebol torcemos pelo Brasil, até mais que os brasileiros”, disse. O presidente interino, que receberá as tropas chilenas e brasileiras no Haiti na segunda-feira, demonstrou interesse em conversar com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na cúpula no México. Lula, porém, adiantou a saída de Guadalajara, inicialmente prevista para as 13h do sábado (15h em Brasília) e deixou o México já no início da noite de sexta-feira sem se encontrar com Latortue. |
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