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Parlamento da Itália rejeita retirada do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento da Itália rejeitou nesta quinta-feira uma moção apresentada pela oposição de centro-esquerda do país, que pedia a saída dos 3 mil soldados italianos do Iraque. A decisão se seguiu a um apelo do primeiro-ministro Silvio Berlusconi aos legisladores, para que eles permitissem que as tropas italianas ficassem no Iraque até que o governo local seja entregue aos iraquianos. A Itália é responsável pelo terceiro maior número de soldados na coalizão militar que ocupa o Iraque, atrás apenas dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha. Até o momento, 20 soldados iraquianos morreram no Iraque – 19 deles em um atentado a bomba em novembro. Funeral Nesta quinta-feira, o primeiro militar italiano morto em combate no país, Matteo Vanzan, foi enterrado perto de Veneza – horas antes do primeiro-ministro falar ao Parlamento. Berlusconi havia acabado de retornar de Washington, onde teve um encontro com o presidente americano, George W. Bush. O primeiro-ministro disse que há um cronograma claro para transferência de poder no Iraque, que irá permitir que a ONU tenha um papel mais importante no país. “É nosso dever e nossa honra ficar até o fim com aqueles que estão fazendo sacrifícios e assumindo riscos para defender os princípios (...) da ONU”, disse Berlusconi. “Aqueles que anunciam a paz mais não fazem nada para sustentá-la ajudam os inimigos da paz.” Ele também revelou que um candidato já foi identificado para dirigir o novo governo interino do Iraque, mas que ele ainda não havia aceitado ocupar a posição. |
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