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Atualizado às: 06 de maio, 2004 - 10h26 GMT (07h26 Brasília)
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Kerry não consegue usar as fraquezas de Bush

Bush e Kerry
A seis meses das eleições, Kerry (D) não aproveita falhas de Bush
Seis meses antes das eleições presidenciais americanas, John Kerry deveria estar fazendo bonito com tanta coisa feia acontecendo na vida de George W. Bush. E, no entanto, o desafiante democrata não está conseguindo capitalizar as vulnerabilidades do presidente republicano.

A Casa Branca está há semanas na defensiva. Abril foi supostamente terrível para a imagem de Bush com o alastramento da insurgência no Iraque, a cota mais sangrenta de soldados americanos mortos no país desde a invasão e as denúncias de negligência do governo antes dos atentados de 11 de setembro de 2001.

E maio não começou bem para o presidente. Primeiro foi a lembrança da encenação de um ano atrás, com Bush fantasiado de piloto no porta-aviões anunciando que a missão estava cumprida no Iraque.

Agora vários escalões do governo estão engajados na missão de conter o estrago provocado pelo escândalo de abusos e humilhações de prisioneiros iraquianos.

É um cerco em torno de Bush e, no entanto, John Kerry também está acuado.

Seus assessores se desdobram para explicar como o presidente conseguiu recuperar terreno nas pesquisas no final de abril.

Há a desculpa da blitz publicitária de US$ 60 milhões lançada pelo comitê de reeleição de Bush. Assessores democratas até extrapolam melancolicamente nas justificativas. Dizem que a posição de Kerry poderia inclusive estar pior nas pesquisas caso não existisse o desgaste do presidente no Iraque.

Dois meses após o triunfo de Kerry nas primárias democratas há decepção com o homem que será coroado candidato presidencial na convenção partidária de julho, em Boston.

As edições correntes das principais revistas semanais dão uma medida do estado de espírito em relação ao desafiante de Bush. Para a Time, é "Kerry x Kerry" e para a Newsweek, "O Começo Cambaleante de Kerry".

Os títulos se ajustam ao tom dos ataques republicanos de que o candidato democrata não tem posições firmes e se perde em raciocínios convolutos.

Bill Clinton talvez fosse assim, mas tinha charme. George Bush também é inconsistente, mas consegue transmitir uma imagem resoluta.

Basta ver que está trocando o rumo de sua política no Iraque, embora insista que esteja mantendo o curso. Já Kerry era exasperante tropeçando nas explicações se atirou medalhas ou fitas durante um protesto contra a guerra no Vietnã, em 1971.

Kerry já esteve neste terreno minado das decepções. Antes do seu triunfo nas primárias, ele foi subestimado. Havia um coro de lamentações. Era um pré-candidato com um currículo recheado e um sólido plano de vôo, mas não decolava. O subestimado surpreendeu.

Kerry, de fato, reage no sufoco. Foi assim na guerra do Vietnã ou nas primárias. Ele espera neutralizar o impacto da campanha negativa de Bush com sua própria blitz publicitária alardeando suas convicções, experiência e determinação.

Nos comerciais há imagens de Kerry em combate no Vietnã, mas também nos protestos contra a guerra. Sim, a assessoria de Kerry assume que ele é um político complexo, cheio de nuances e bate na tecla que se trata de um bom contraste ao simplismo de Bush.

A mensagem é para o eleitor cerrar fileiras com um candidato que claramente já esteve (e está) sob fogo cerrado. Mas como os últimos dois meses mostraram, as opções em novembro não serão muito simples.

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