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Atualizado às: 04 de maio, 2004 - 17h01 GMT (14h01 Brasília)
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Brasil é 44º pior país para gravidez de adolescentes, diz ONG
Garota afegã
Meninas no Afeganistão enfrentam risco de vida durante a gravidez e o parto
O Brasil é o 44º colocado no ranking dos 50 países onde os riscos da gravidez de adolescentes é maior, segundo a ONG Save The Children.

A classificação leva em conta a probalidade de casamento precoce, gravidez na adolescência e o índice de mortalidade infantil.

Na lista dos 50 piores países, segundo a classificação da Save The Children, o Brasil é superado apenas por México, Namíbia, Paraguai, Egito, Indonésia e Marrocos.

Entre os países latino-americanos, somente Nicarágua (24º lugar), Guatemala (26º), El Salvador (29º), República Dominicana (33º), Bolívia (38º) e Equador (42º) apresentam um quadro pior do que o brasileiro.

Níger

O país com a situação mais alarmante é Níger. Entre os dez primeiros colocados, apenas o Afeganistão (5º lugar) não é africano.

Na outra ponta do ranking, em outra lista da ONG, estão Suécia, Dinamarca e Finlânida, como os melhores lugar do mundo para a maternidade.

Ainda segundo o relatório da Save the Children, problemas na gravidez e gravidez precoce são a maior causa de mortalidade entre meninas adolescentes de países em desenvolvimento.

Cerca de 70 mil meninas com menos de 20 anos de idade morrem todos os anos e um milhão de bebês nascidos de adolescentes não completam o primeiro aniversário.

O estudo recomenda uma melhor educação e programas de saúde voltados para as necessidades específicas de cada população.

"Para muitas meninas, a maternidade é uma tragédia ou uma sentença de morte”, diz Mary-Beth Powers, conselheira do Save The Children.

O relatório anual da organização diz que globalmente mais de 13 milhões de meninas com idade entre 15 e 19 anos dão à luz todo ano. Nove em cada dez destes nascimentos acontecem em países em desenvolvimento.

Estados Unidos

Garotas na África e no sul da Ásia tendem a se casar (muitas vezes por imposições familiares) muito novas e sofrem pressão para engravidarem rapidamente.

No continente americano, jovens mães tem a tendência de serem solteiras.

“Mas, independentemente de serem casadas ou não, jovens mães tendem a ficar sozinhas”, diz o relatório.

“As necessidades delas em termos de educação e saúde não são atendidas, e elas são mal equipadas para lidar com os desafios para elas e suas crianças.”

Entre os países desenvolvidos, os Estados Unidos tem o maior índice de maternidade precoce. A menor taxa se encontra na Coréia do Sul.

O relatório aponta para a educação como o fator mais importante para prevenir que as meninas fiquem grávidas muito jovens.

“Meninas novas precisam ter acesso a meios de contracepção para adiarem a gravidez até os 20 anos de idade, quando seus corpos se tornam mais maduros”, diz Mary-Beth Powers.

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