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Grã-Bretanha testa identidades de alta tecnologia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Grã-Bretanha começa a testar em 10 mil voluntários nesta segunda-feira um sistema de carteiras de identidade de alta tecnologia. A posse do documento não é obrigatória na Grã-Bretanha, e planos no sentido de mudar esta situação geram controvérsias no país. O governo alega que as carteiras serão úteis na luta contra o terrorismo. O porte de identidades falsas pode acarretar uma pena de até 10 anos de prisão. Outros problemas que o governo quer combater com a medida são o trabalho ilegal, o tráfico de pessoas e o usufruto indevido de benefícios sociais. 11 de setembro O ministro britânico do Interior, David Blunkett, admitiu que, por si sós, as carteiras não solucionarão o problema de terrorismo, já que “apenas 35% dos terroristas usam identidades falsas”. Blunkett diz que a tecnologia adotada pela Grã-Bretanha, o sistema biométrico, que registra as impressões digitais ou a fotografia da íris, seria impossível de ser burlado, ao contrário de outros cartões de identidade usados na Europa. A proposta do governo é que seja criada uma central para abrigar os detalhes de 60 milhões de pessoas no país. A nova legislação prevê mecanismos que impediriam que o governo utilizasse os dados de má-fé, ou erroneamente. Pela nova legislação, todos aqueles que forem pedir ou renovar os passaportes, a partir de 2007, devem passar pelos testes biométricos. O objetivo é que, em 2013, quando o governo vai decidir se torna as carteiras de identidade obrigatória para todos ou não, cerca de 80% da população já possua essa forma de identificação. Mas o especialista em terrorismo Paul Wilkinson, da Universidade de Saint Andrews, não está convencido de que as medidas serão efetivas na luta contra o terrorismo. “A maioria dos responsáveis pelos ataques de 11 de setembro usava os nomes verdadeiros”, exemplifica Wilkinson. Para ele, a rede Al-Qaeda “é muito boa em encontrar maneiras de contrabandear pessoas pelas fronteiras”. |
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