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Espécie rara de rã viaja sobre bananas por 6,4 mil km | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma das rãs mais raras do mundo sobreviveu a uma viagem de cerca de 6,4 mil quilômetros dentro do casco refrigerado de um navio de transporte de bananas até chegar a um porto britânico. A rã caribenha, de cerca de 3,8 centímetros, apareceu no porto de Portsmouth depois de deixar a Jamaica a bordo do navio MV Prince of Tides. Funcionários do Aquário Blue Reef, de Portsmouth, apelidaram a rã de Lara, em homenagem ao capitão da seleção de críquete da Jamaica, Brian Lara. Críquete é um esporte muito popular tanto na Grã-Bretanha quanto na Jamaica, ex-colônia britânica. A espécie é tão rara que nem tem um nome popular. A espécie a que Lara pertence foi descoberta em 1843 e recebeu o nome latino de Osteopilus Fitzinger. Sorte O funcionário da área sanitária do porto de Portsmouth, David Jones, disse que essa foi a primeira vez que foi encontrada uma rã no porto. "Nós lidamos com cerca de 470 mil toneladas de bananas anualmente e esta foi a primeira vez que encontramos algo assim," disse. "Aparentemente foi escolhida uma amostragem aleatória para se verificar a qualidade da carga e, durante o processo de verificação, alguém encontrou a pequena rã agarrada a um cacho de bananas." A rã, acostumada ao clima tropical, acabou sendo embarcada no meio da carga, estocada em um ambiente de temperatura controlada. O funcionário do Aquário Blue Reef, Mat Clarke, disse que a constância da temperatura foi fundamental para a sobrevivência do animal. "A carga foi mantida a uma temperatura de 14 graus durante os 11 dias de viagem", afirmou Clarke. "Quando ela chegou ao porto, seu estado era precário, mas melhorou gradativamente e agora ela se alimenta sozinha." |
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