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Países árabes querem resolução contra Israel | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) realizou nesta segunda-feira uma sessão de emergência para discutir a ação israelense deste fim de semana, na qual foi morto o líder do grupo Hamas, Abdelaziz Al-Rantissi. Na reunião, a segunda do tipo em um mês, países árabes fizeram circular uma resolução condenando Israel por essa e outras mortes - como a do líder anterior do Hamas, Ahmed Yassin, morto em março. No esboço do documento, os países árabes pedem que Israel pare com o que chamam de “execuções extrajudiciais” – mas não citam o nome de Rantissi. O representante palestino na ONU, Nasser Al-Kidwa, disse que o assassinato foi o último de uma série de crimes de guerra cometidos pelos israelenses, e que o fato de o Conselho de Segurança não ter condenado essas ações antes incentivou Israel a continuar com a estratégia. Veto Por sua vez, o embaixador israelense no órgão, Dan Gillerman, disse que Rantissi era um líder terrorista radical e defendeu sua morte – alegando que não havia meios viáveis de prendê-lo. No domingo, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, disse que as ações israelenses contra líderes ativistas palestinos precisavam acabar, por serem uma violação da lei internacional. A correspondente da BBC na ONU Susannah Price disse que há indicações de que, provavelmente, uma resolução condenando Israel e pedindo o fim desses ataques será rejeitada pelos Estados Unidos no Conselho de Segurança. Há três semanas, os Estados Unidos – que detêm poder de veto no Conselho – rejeitaram uma proposta de resolução semelhante, condenando Israel pela morte de Ahmed Yassin. |
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