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Milícias de Sadr matam dois policiais iraquianos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Dois policiais iraquianos foram mortos nesta sexta-feira perto da mesquita de Karbala controlada pelas milícias do clérigo xiita radical Moqtada Al-Sadr. A informação foi confirmada por médicos à agência de notícias AFP. O correspondente da France Press viu quando dois homens armados saíram da mesquita de Al-Mokhayam e abriram fogo contra uma patrulha de polícia se aproximava. Os assassinatos ocorreram logo após as orações de sexta-feira, nas quais Moqtada Al-Sadr fez um sermão inflamado acusando o Conselho Interino de Governo iraquiano de agente das forças de ocupação e afirmando: "Não vamos permitir que as forças de ocupação entrem em Najaf e nos lugares sagrados, proibidos para eles". "Digo que eles (as forças da coalizão) estão aqui para ficar e vão ocupar o país por muitos anos. Esse tipo de concessão não vai funcionar", disse Al-Sadr, de acordo com a agência de notícias Reuters. Exército Mehdi As milícias de seguidores de Sadr, que se auto-intitulam de Exército Mehdi, têm combatido as tropas da coalizão liderada pelos Estados Unidos em um levante no centro e no sul do país nas últimas duas semanas. Al-Sadr também teria dito nesta sexta-feira que não vai desmontar suas milícias sob nenhuma circunstância. "Alguns muçulmanos estão me pedindo para desmontar o Exército Mehdi." "Elas não serão desmontadas sob nenhuma circunstância porque eu não as criei sozinho, mas com a cooperação dos iraquianos", justificou o clérigo. Sadr também teria pedido a seqüestradores que libertem reféns de países que não estão envolvidos na coalizão liderada pelos Estados Unidos. Cerco Cerca de 2,5 mil soldados americanos estão posicionados nos arredores de Najaf, caso a coalizão decida por uma solução militar. Comandantes militares americanos disseram que sua missão é capturar ou matar Sadr, mas disseram que estão abertos à uma solução diplomática. Mesmo assim, a mediação de diplomatas iranianos foi desautorizada pela coalizão, segundo a qual não existe um papel para os mediadores iranianos no impasse entre suas forças e as milícias comandadas por Sadr. O porta-voz da coalizão, Dan Senor, confirmou que houve um encontro entre militares da coalizão e a delegação iraniana, no qual os iranianos foram informados de que a mediação não era bem-vinda. "Acreditamos que não há um papel para os iranianos como mediadores. A questão de Sadr e sua milícia deve ser resolvida por iraquianos, não iranianos." Mais confrontos Os americanos confirmaram que na quinta-feira oito iraquianos foram mortos em um ataque à base da coalizão e a uma delegacia de polícia na cidade de Mosul, no norte do país. O porta-voz sênior da coalizão, general Mark Kimmit, disse que outras 17 pessoas foram feridas em dois incidentes na quinta-feira. Pelo menos outras dez pessoas foram mortas em Falluja durante a madrugada em confrontos entre soldados americanos e milícias sunitas. Comandantes militares americanos, que vêm reforçando o número de soldados no entorno da cidade, afirmaram que esperam manter conversações com os líderes locais ainda nesta sexta-feira. De acordo com Dan Senor, isso prova que coalizão está em busca de uma solução pacífica. De acordo com mediadores iraquianos, que estão em conversações com os dois lados desde a semana passada, os dois lados concordaram em princípio em fazer algumas concessões. Os americanos querem que as milícias sunitas entregem os responsáveis pela morte de quatro civis americanos e as milícias querem que as tropas americanas deixem Falluja. |
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