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Bascos fazem apelo para que ETA acabe com violência | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Políticos bascos moderados fizeram um apelo para que o grupo separatista ETA abandone as armas, em meio a especulações sobre um cessar-fogo. "O ETA não tem lugar em uma nação livre", afirmou Josu Imaz, do Partido Basco Nacionalista. As declarações foram feitas enquanto milhares de bascos celebravam o dia do País Basco com manifestações pedindo mais autonomia para a região. Os partidos pediram para que o ETA tome uma "decisão definitiva" para encerrar a violência para que "os bascos possam ter um futuro de paz e liberdade". O partido Batasuna - que é visto como o braço político do ETA e foi banido - fez comentários indicando que o grupo separatista quer negociar com o novo governo espanhol. O correspondente da BBC na Espanha, Jonathan Charles, disse que ouviu de Fernando Barrena, uma autoridade do Batasuna, que o ETA acredita agora que não pode conseguir seus objetivos através do terrorismo. Barrena disse ainda que se o novo governo socialista - que deve assumir o poder em uma semana - concordar em negociar, o gesto de boa vontade seria repetido pelo ETA. Pressão A possível mudança na estratégia do ETA acontece depois dos ataques do mês passado em Madri, que, acredita-se, foram causados por extremistas islâmicos. O governo chegou a culpar o grupo logo depois dos atentados. O grupo está sob pressão cada vez mais forte das forças de segurança espanholas, com 600 supostos membros presos nos últimos quatro anos. Arnaldo Otegi, líder do Batasuna, disse na sexta-feira acreditar que o ETA está pronto para abandonar a violência. Alguns jornais espanhóis publicaram rumores de que o grupo anunciaria um cessar-fogo neste domingo de Páscoa. |
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