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Atualizado às: 09 de abril, 2004 - 15h16 GMT (11h16 Brasília)
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Situação no Iraque é pior do que pensamos que seria, diz Straw
Jack Straw, ministro britânico de Relações Exteriores
Ministro reconheceu que revolta é liderada por iraquianos
O ministro britânico de Relações Exteriores, Jack Straw, afirmou nesta sexta-feira que não poderia imaginar que a situação estaria tão ruim no Iraque um ano após a tomada de Bagdá.

"Não há dúvidas de que a atual situação é muito séria, e é a mais séria que nós enfrentamos", afirmou o ministro em entrevista à BBC.

"Mas isso deve ser visto em um contexto em que Saddam mantinha o Iraque em um reino de terror, como uma panela de pressão", disse Straw.

"A tampa da panela de pressão foi embora, e algumas tensões e pressões que estavam lá, e teriam surgido de qualquer maneira, foram obviamente dirigidas contra a coalizão."

Al-Sadr e Falluja

O ministro britânico reconheceu que a atual onda de violência no Iraque é comandada por parte da população do próprio país e não por agitadores estrangeiros.

"Há um grande número de pessoas, iraquianos, não combatentes estrangeiros, que estão envolvidas nesta revolta", disse Straw.

O chanceler britânico também comentou a estratégia americana de intensificar o confronto com o clérigo radical xiita iraquiano Moqtada Al-Sadr.

Fumaça em Falluja
Centenas de pessoas foram mortas em Falluja nos últimos dias

"Se nós enfrentássemos uma revolta de tamanho similar, então, com certeza, as forças britânicas teriam de tomar ações semelhantes", disse o ministro.

Jack Straw afirmou ainda que é preciso conter a violência no reduto sunita da cidade iraquiana de Falluja, onde centenas de pessoas morreram nos confrontos dos últimos dias.

"O objetivo político em Falluja é estabelecer um cessar-fogo. Isso tem que ocorrer nos termos definidos pela coalizão", afirmou.

"Essa revolta é profundamente perigosa, não apenas para as tropas da coalizão no local, mas para a grande maioria dos iraquianos que querem seguir com sua vida nomal e que desejam ver a tranferência de poder em 30 de junho", acrescentou o ministro britânico.

O chanceler do governo de Tony Blair disse que espera a ajuda da comunidade internacional para o cumprimento do prazo definido pelos Estados Unidos para que o controle do Iraque retorne às mãos da população iraquiana.

"Todos na comunidade internacional entendem a seriedade da situação e também entendem quais são suas responsabilidades, isto é, auxiliar a coalizão a garantir a transição de onde estamos para onde precisamos estar", disse Straw.

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