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Situação no Iraque é pior do que pensamos que seria, diz Straw | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O ministro britânico de Relações Exteriores, Jack Straw, afirmou nesta sexta-feira que não poderia imaginar que a situação estaria tão ruim no Iraque um ano após a tomada de Bagdá. "Não há dúvidas de que a atual situação é muito séria, e é a mais séria que nós enfrentamos", afirmou o ministro em entrevista à BBC. "Mas isso deve ser visto em um contexto em que Saddam mantinha o Iraque em um reino de terror, como uma panela de pressão", disse Straw. "A tampa da panela de pressão foi embora, e algumas tensões e pressões que estavam lá, e teriam surgido de qualquer maneira, foram obviamente dirigidas contra a coalizão." Al-Sadr e Falluja O ministro britânico reconheceu que a atual onda de violência no Iraque é comandada por parte da população do próprio país e não por agitadores estrangeiros. "Há um grande número de pessoas, iraquianos, não combatentes estrangeiros, que estão envolvidas nesta revolta", disse Straw. O chanceler britânico também comentou a estratégia americana de intensificar o confronto com o clérigo radical xiita iraquiano Moqtada Al-Sadr.
"Se nós enfrentássemos uma revolta de tamanho similar, então, com certeza, as forças britânicas teriam de tomar ações semelhantes", disse o ministro. Jack Straw afirmou ainda que é preciso conter a violência no reduto sunita da cidade iraquiana de Falluja, onde centenas de pessoas morreram nos confrontos dos últimos dias. "O objetivo político em Falluja é estabelecer um cessar-fogo. Isso tem que ocorrer nos termos definidos pela coalizão", afirmou. "Essa revolta é profundamente perigosa, não apenas para as tropas da coalizão no local, mas para a grande maioria dos iraquianos que querem seguir com sua vida nomal e que desejam ver a tranferência de poder em 30 de junho", acrescentou o ministro britânico. O chanceler do governo de Tony Blair disse que espera a ajuda da comunidade internacional para o cumprimento do prazo definido pelos Estados Unidos para que o controle do Iraque retorne às mãos da população iraquiana. "Todos na comunidade internacional entendem a seriedade da situação e também entendem quais são suas responsabilidades, isto é, auxiliar a coalizão a garantir a transição de onde estamos para onde precisamos estar", disse Straw. |
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