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Bremer promete punir responsáveis por mortes em Fallujah | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O administrador dos Estados Unidos no Iraque, Paul Bremer, disse que a morte de civis americanos na quarta-feira em Fallujah não ficará impune. Os quatro americanos foram mortos em uma emboscada organizada por rebeldes. Alguns dos corpos foram mutilados por uma multidão que se concentrou no local e pendurados em uma ponte. Bremer disse que essas mortes -- e as resultantes de um ataque a bomba que matou cinco soldados americanos perto de Habbaniya -- são indesculpáveis e desprezíveis. O administrador americano afirmou que elas não vão desviar o que ele descreveu como a marcha em direção à estabilidade e a democracia no Iraque. Bremer fez as declarações em discurso a formandos da academia de polícia do Iraque na capital, Bagdá. Violência A quarta-feira está sendo considerada um dos dias de maior violência contra as forças da coalizão militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque desde janeiro. Na cidade de Fallujah, uma multidão queimou os corpos de quatro americanos que haviam sido brutalmente mortos em um ataque aos veículos em que viajavam. De acordo com testemunhas, os carros foram incendiados e os corpos queimados dos ocupantes foram arrastados, mutilados e desmembrados por uma multidão enfurecida. Um representante do Departamento de Estado dos Estados Unidos disse que ficou assombrado com o ato, cujas imagens não foram transmitidas pelas emissoras de TV americanas por terem sido consideradas chocantes demais. Por sua vez, o porta-voz da Casa Branca, Scott McLellan, acusou “terroristas” e simpatizantes do ex-presidente iraquiano Saddam Hussein de estar por trás das mortes. Pendurados Os quatro americanos foram identificados como civis que trabalhavam para coalizão liderada pelos Estados Unidos. Eles foram mortos a tiros antes de terem seus carros incendiados. Aparentemente, os veículos eram semelhantes aos utilizados por forças militares estrangeiras no Iraque. Testemunhas afirmam que moradores de Fallujah atacaram os corpos com pás de ferro e cortaram partes dos cadáveres aos gritos de "vida longa ao Islã" e "abaixo a ocupação, abaixo a América". "As pessoas de Fallujah penduraram partes dos corpos na antiga ponte como se fossem carneiros abatidos", contou um morador local, Abdul Aziz Mohammed. As forças da coalizão têm tentado reforçar a presença em Fallujah para identificar rebeldes que os Estados Unidos acreditam que estão atuando na região. Explosão Em outro incidente nesta quarta-feira no Iraque, cinco soldados americanos foram mortos por uma bomba que explodiu ao lado da estrada em que viajavam, a oeste de Bagdá. Houve ainda uma explosão na cidade de Basra, no sul do país, que teria deixado três soldados britânicos feridos. Oficiais americanos disseram que os ataques contra a coalizão militar no país estão aumentando. No entanto, acredita-se que a violência estaria vitimando mais iraquianos do que estrangeiros. |
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