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Atualizado às: 31 de março, 2004 - 13h45 GMT (09h45 Brasília)
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Karzai pede US$ 28 bilhões de ajuda ao Afeganistão
Meninos afegãos
A maioria dos afegãos vive com menos de US$ 2 por dia, dizem ONGs
O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, disse nesta quarta-feira que seu país precisa de US$ 28 bilhões em ajuda externa nos próximos sete anos para completar a reconstrução.

Em uma conferência de doadores em Berlim, nesta quarta-feira, Karzai disse que seu país está se reconstruindo das cinzas depois de mais de 20 anos de guerra e que precisa de mais ajuda externa.

O presidente afegão agradeceu a comunidade internacional pela ajuda recebida até agora para reconstrução de escolas, hospitais e estradas.

O chanceler alemão, Gerhard Schröder, concordou que o ritmo da reconstrução do Afeganistão deve ser acelerado.

Schröder disse que um Afeganistão pacífico é uma âncora para a maior estabilidade política na região e apelou à comunidade internacional para que "enfatize seu compromisso com um Afeganistão seguro, livre e democrático".

Metade

Apesar do apoio alemão, autoridades afegãs admitem privadamente que terão muita sorte se conseguirem a metade da ajuda que estão pedindo.

O correspondente da BBC em Berlim, Crispin Thorold, diz que o argumento de Cabul para pedir ajuda é simples: gastem mais dinheiro necessário para ajudar o país a se sustentar pelas próprias pernas ou, mais tarde, paguem o preço por um Estado falido.

"Essa conferência é uma oportunidade única para a comunidade internacional enviar ao povo afegão uma garantia inequívoca de que permanece ao lado dele", disse o enviado especial da ONU, Lakhdar Brahimi.

A ONU vem alertando que o Afeganistão está em risco de se tornar inteiramente dependente do tráfico de drogas e voltar ao caos, a não ser que receba ajuda externa suficiente.

Representantes de governos de mais de 50 países participam da conferência para discutir a ajuda ao Afeganistão.

O ministro da Economia do Afeganistão, Ashraf Ghani, disse à BBC que seu governo quer um compromisso firme que se traduziria em projetos e programas reais neste ano.

Desde a queda do regime do Talebã, o desenvolvimento tem sido lento no país. Problemas de segurança impedem que organizações internacionais de ajuda trabalhem no sul e leste do Afeganistão.

Organizações de ajuda pediram que forças internacionais de paz sejam enviadas para todo o território afegão, mas vários países doadores estão relutantes em enviar um número maior de soldados para o país.

Comparação

A conferência de doadores de Berlim, que deve durar dois dias, se segue à primeira, realizada no Japão em 2002, e vai analisar relatórios apresentados pelo governo afegão e por instituições como o Banco Mundial.

O presidente Karzai disse, depois de reunião em Berlim com o chanceler alemão, Gerhard Schröder, na terça-feira, que seu governo tem um plano para aumentar a renda per capita, e também garantir o estado de legitimidade e democracia no país até 2014.

O diretor do Banco Mundial para o Afeganistão, Alastair McKechnie, disse que o custo de duas décadas de guerra chega a US$ 240 bilhões, e defendeu a ajuda pedida pelo governo afegão.

"A soma de US$ 27,5 bilhões parece ser muito, mas simplesmente vai ajudar o Afeganistão a voltar ao seu caminho de onde seu povo foi brutalmente afastado no fim dos anos 70", disse.

Os líderes afegãos esperam que um de seus argumentos mais convincentes seja a comparação entre o valor de seu pedido e os US$ 13 bilhões gastos em segurança que vêm sendo financiados pela comunidade internacional.

Choques

O ministro das Finanças do Afeganistão, Ashraf Ghani, disse que o novo investimento alimentaria a esperança de paz enquanto o descaso internacional levaria a "consequências horríveis" para o Afeganistão e a região.

Recentemente, o Talebã retomou redutos em várias áreas do sul no Afeganistão.

Houve vários choques em outras partes do país, e o governo central só controla a capital, Cabul.

O governo afegão foi forçado a adiar as eleições parlamentares e presidenciais de junho para setembro por preocupação com segurança e problemas no registro de eleitores.

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