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Sérvia aprova ajuda a suspeitos de crimes de guerra | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Parlamento da Sérvia aprovou nesta terça-feira um projeto de lei que prevê a compensação financeira e benefícios sociais para suspeitos de crimes de guerra. A nova lei será aplicada ao ex-presidente da Iugoslávia Slodoban Milosevic e outros sérvios que estão sob custódia do Tribunal Internacional de Crimes de Guerra em Haia, na Holanda. O ministro das Relações Exteriores da Sérvia considerou a decisão "irresponsável". A medida foi aprovada um dia antes de os Estados Unidos anunciarem se irão conceder mais ajuda ao país. O correspondente da BBC em Belgrado Nick Hawton disse que a decisão americana - envolvendo milhões de dólares - será tomada depois que o governo americano tiver certeza de que a Sérvia está cooperando com o tribunal e ajudando a extraditar mais acusados. Desafio O novo projeto de lei foi proposto pelo Partido Radical Sérvio e aprovado pelo Parlamento e pelo primeiro-ministro, Vojislav Kostunica. A lei determina que todos os acusados de crimes de guerra recebam um pagamento mensal para compensar a perda de salários. Ela também oferece ajuda financeira à família dos acusados para que eles possam cobrir despesas com viagens, hotel, vistos e contas de telefone. O governo de coalizão da Sérvia - que inclui o Partido Socialista, de Milosevic - já deixou claro que mandar mais acusados para o tribunal de Haia não é uma de suas prioridades. A oposição descreveu a decisão como um desafio ao Ocidente e como uma compensação aos socialistas pelo apoio dado ao governo de Kostunica. Segundo o correspondente da BBC, a nova lei não deve ser bem vista em Washington. |
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