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Promotores antecipam fim da acusação a Milosevic em Haia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os promotores do julgamento em Haia (Holanda) do ex-presidente iugoslavo Slobodan Milosevic disseram que vão encerrar a apresentação de suas acusações dois dias antes da data prevista. Eles apresentaram uma moção aos juízes afirmando que não pretendem mais trazer as duas testemunhas que faltavam ser ouvidas. O anúncio ocorre três dias depois de o principal juiz responsável pelo caso, o britânico Richard May, ter revelado que terá de deixar o julgamento dentro de três meses por razões de saúde. O processo já foi atrasado em mais de cem dias em razões de alegações de problemas de saúde por parte de Milosevic. Defesa O ex-dirigente sérvio é acusado de genocídio e crimes de guerra e contra a humanidade durante os conflitos da Croácia, da Bósnia e de Kosovo. Assim que a moção da promotoria for aceita, Milosevic terá três meses para preparar a sua defesa. Milosevic se nega a reconhecer a competência do Tribunal Criminal Internacional para a Antiga Iugoslávia para julgá-lo. Milosevic se negou a indicar advogados – até agora, tem feito a sua própria defesa, embora seja ajudado nos bastidores por advogados sérvios que não se apresentam nas audiências. O julgamento começou em fevereiro de 2002. A saída do juiz Richard May poderia abrir espaço para Milosevic argumentar ao final que foi vítima de um julgamento injusto. |
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