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Esquerda derrota o partido de Chirac na França | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O partido do presidente francês, Jacques Chirac, sofreu uma grande derrota nas eleições regionais de domingo. Os socialistas e seus aliados obtiveram 50% dos votos, contra 36,9% dos governistas do partido UMP. Os pleitos deste domingo são o segundo turno das eleições regionais. Na semana passada, durante o primeiro turno, a oposição já havia saído na frente, com 40% dos votos. O resultado poderia levar, segundo analistas políticos franceses, à queda do primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin. O líder socialista François Hollande disse que os eleitores expressaram publicamente o seu desgosto com o governo de Chirac e Raffarin. A oposição de esquerda, que já dominava 8 conselhos regionais, conquistou outros 12 que pertenciam à esfera de poder do governo. Reforma A Frente Nacional, partido de extrema direita, se confirmou como a terceira maior força política na França, com quase 13% dos votos. As eleições, que são realizadas a cada seis anos, são para os cargos nos 22 conselhos regionais do país. Elas são vistas como um teste de popularidade do governo central - ocorrem no meio do mandato presidencial -, e, no caso deste ano, a desaprovação dos franceses parece clara. A mudança de mãos dos cargos regionais não obriga o presidente a fazer alterações no governo, mas o ganho de poder da esquerda deve ampliar a pressão para que Chirac realize transformações no governo. Caroline Wyatt, correspondente da BBC em Paris, diz que a derrota do governo pode provocar uma grande reforma ministerial. As principais explicações para a votação seriam a insatisfação dos franceses com o fraco desempenho da economia (leia-se alto desemprego) e as reformas do governo nas áreas de saúde e aposentadoria, com corte de benefícios. |
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