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Governo tem vitória total na Geórgia, dizem pesquisas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
De acordo com pesquisas de boca-de-urna, os aliados do presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili, venceram todas as 150 cadeiras do Parlamento nas eleições deste domingo. O partido do presidente, a Frente do Movimento Democrático Nacional, deve receber 78,6%, segundo a pesquisa do canal de TV Rustavi-2. No entanto, nenhum dos outros 16 partidos deve conseguir o mínimo de 7%, que dá direito a cadeiras no Parlamento. Em consequência, o partido do presidente deve ficar com todos os postos. O foco das eleições, no entanto, não foi a grande superioridade do presidente, mas a disputa entre ele e o líder da república autônoma de Ajaria, Aslan Abashidze. Havia inclusive a suspeita de que Abashidze pudesse falsificar votos em favor de seu partido. Desde que assumiu o controle de Ajaria, em 1991, Abashidze tem conseguido fazer com que a região mantenha uma autonomia considerável por meio do que analistas chamam de um regime bastante autocrático. Ele se recusa a aceitar a autoridade do governo central. Campanha Na semana passada, o líder de Ajaria proibiu que o presidente entrasse na região. Saakashvili impôs sanções econômicas à região e colocou suas forças militares sob alerta máximo. A comunidade internacional, liderada pela Rússia e pelos Estados Unidos, decidiu intervir para ajudar a chegar a uma trégua. Mas muitos dizem que a frágil reconciliação não deve durar por muito tempo. Saakashvili vê com bons olhos a entrada da Geórgia em instituições do Ocidente, como a União Européia e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Já Abashidze procura pelo apoio do governo russo. A atenção da comunidade internacional continua voltada para a situação do país porque lá está sendo construído um oleoduto avaliado em US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões), que deve conduzir petróleo através do país para os mercados ocidentais. Saakashvili liderou a revolução popular que derrubou o veterano presidente Eduard Shevardnadze, em novembro de 2003. |
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