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Atualizado às: 28 de março, 2004 - 04h53 GMT (01h53 Brasília)
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População da Geórgia vai às urnas em eleições parlamentares
Presidente da Geórgia, Mikhail Saakashvili
Conflito piorou quando o presidente foi proibido de entrar em Ajaria
A população da Geórgia vai às urnas neste domingo para escolher os novos parlamentares do país.

A eleição acontece em meio ao conflito entre o presidente do país, Mikhail Saakashvili, e o líder da república autônoma de Ajaria, Aslan Abashidze.

A expectativa é de que o partido do presidente ganhe a grande maioria das cadeiras. Mas há suspeitas de que Abashidze tente falsificar votos em favor de seu partido.

Desde que assumiu o controle de Ajaria em 1991, Abashidze tem conseguido fazer com que a região mantenha uma autonomia considerável através do que analistas chamam de um regime bastante autocrático. Ele se recusa a aceitar a autoridade da capital do país, Tbilisi.

Campanha

Saakashvili e o Partido Nacional pretendem vencer nas eleições deste domingo devido ao seu programa anti-corrupção.

Ele liderou a revolução popular que derrubou o veterano presidente Eduard Shevardnadze, em novembro de 2003.

Desde então, o presidente tem prometido combater a corrupção que prevaleceu durante o governo de Shevardnadze.

Segundo pesquisas, o partido de Saakashvili deve ganhar quase todas as cadeiras no Parlamento.

Conflito

Mas o conflito com Abashidze preocupa o Partido Nacional. Na semana passada, o líder de Ajaria proibiu que o presidente entrasse na região.

Saakashvili impôs sanções econômicas no local e colocou suas forças militares sob alerta máximo.

A comunidade internacional, liderada pela Rússia e pelos Estados Unidos, decidiu intervir para ajudar a chegar a uma trégua. Mas muitos dizem que a frágil reconciliação não deve durar por muito tempo.

Saakashvili vê com bons olhos a entrada da Geórgia em instituições do Ocidente, como a União Européia e a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Já Abashidze procura pelo apoio do governo russo.

Abashidze já foi acusado de falsificar votos em favor de seu próprio partido em outras eleições.

Mas o presidente da Geórgia disse que dessa vez não vai tolerar fraudes. Ele disse que tomará as medidas necessárias para restaurar a ordem em Ajaria, mas não deixou claro se mandaria tropas à região.

A atenção da comunidade internacional continua voltada para a situação do país porque lá está sendo construído um oleoduto avaliado em US$ 2,7 bilhões (cerca de R$ 8 bilhões), que deve conduzir petróleo através do país para os mercados ocidentais.

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