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França prende supostos envolvidos em ameaça de bomba | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A política antiterrorismo da França prendeu três pessoas em conexão com as recentes ameaças de explosões à rede ferroviária do país. Os suspeitos estão presos em Paris e podem ter ligação com um grupo que se chama AZF, que pediu dinheiro ao governo francês depois de ameaçar colocar explosivos nas linhas de trem. Pelo menos dois dispositivos foram colocados em linhas ferroviárias, mas foram destruídos pelas autoridades. Na quinta-feira, autoridades francesas disseram que o grupo tinha suspendido as ameaças, mas alertaram para um possível retorno as suas táticas. Os suspeitos, dois homens e uma mulher, foram presos na quinta-feira, em Paris, na região do subúrbio de Val-de-Marne, segundo as autoridades. 'Lobo grande' As autoridades disseram que os três tinham sido vistos perto de pontos designados pelo AZF como locais para depósito do dinheiro, segundo a agência de notícias France Presse (AFP). A polícia disse que os movimentos dos suspeitos se encaixavam de forma "perturbadora" com determinados elementos do inquérito do AZF. O grupo, que era desconhecido até esse episódio, mandou notas ao presidente francês e ao Ministério do Interior exigindo pagamento de US$ 4 milhões (mais de R$ 11,6 milhões). A polícia se comunicou com o AZF por meio de linhas especiais de telefone e de classificados de jornais que chamavam os chantagistas de "meu lobo grande". Os detetives assinavam como "Suzy". Em fevereiro, o grupo avisou a polícia sobre um dispositivo que tinha escondido em um viaduto perto da cidade de Limoges. Busca Não está claro por que o grupo se autodenomina AZF, que é o nome de uma fábrica de produtos químicos que explodiu em 2001, em Toulouse, no sudoeste da França, e matou 30 pessoas. As autoridades dizem que aquela explosão foi acidental. Na quarta-feira, foi encontrada uma bomba nos trilhos que ligam Paris à Suíça. O dispositivo foi desarmado por um esquadrão policial especializado. As autoridades dizem não saber se o incidente tem ligações com o AZF. Depois da descoberta de quarta-feira, a empresa estatal de transporte ferroviário, a SCNF, determinou uma busca em todos os 32 mil quilômetros de trilhos do país. |
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