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Atualizado às: 25 de março, 2004 - 16h47 GMT (13h47 Brasília)
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Grupo francês promete realizar ataque pior que o de Madri
Varredura em trilhos
Varredura foi feita no início de março em toda a malha ferroviária
O obscuro grupo AZF mandou uma carta ao Ministério do Interior francês ameaçando promover atentados "piores do que os ocorridos em Madri".

O grupo, que estava ameaçando explodir bombas nas ferrovias francesas se não recebesse grandes somas de dinheiro, acabou suspendendo as ameaças por dificuldades "técnicas".

Mas o AZF promete que, quando superar esses problemas, vai voltar com uma "força de persuasão" mais efetiva.

"Paguem... ou a França vai ultrapassar o inglório e triste recorde da Espanha", afirma o comunicado do AZF.

O comunicado se segue à divulgação do governo francês de que encontrou uma bomba, na terça-feira, nos trilhos da linha que liga Paris à Suíça. A bomba foi desativada por especialistas.

As autoridades francesas afirmaram que não sabem se o AZF seria responsável pela bomba.

Segurança ampliada

A empresa estatal SNCF, responsável pelas ferrovias francesas, ampliou a segurança desde que a chantagem do grupo começou.

O AZF enviou mensagens ao presidente francês e ao Ministério do Interior exigindo US$ 4 milhões e 1 milhão de euros (cerca de R$ 15,2 milhões).

As mensagens obrigaram a empresa a fazer uma varredura em toda a malha ferroviária francesa há duas semanas, sem encontrar nada.

A SNCF determinou a realização de outra busca nos 32 mil km da rede ferroviária do país, mas não divulgou quando a busca será feita.

Na manhã desta quinta-feira, assessores do governo afirmaram que houve mais contatos com o grupo através do jornal francês Libération, informa a agência de notícias AFP.

O Ministério do Interior teria publicado duas mensagens cifradas nos classificados do jornal.

No anúncio, um colecionador de arte diz querer comprar trabalhos da escultora Camille Claudel.

Depois da publicação do primeiro anúncio, uma mulher telefonou dando instruções para a entrega do dinheiro em uma pista de pouso perto de Paris.

Após ser informada de que as condições do tempo estavam ruins, ela disse que ligaria depois com outras instruções.

Desde então, o Ministério recebeu outras ameaças, mas nenhuma ligação telefônica.

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