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FMI se afasta de polêmica com BNDES | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O porta-voz do Fundo Monetário Internacional (FMI), Thomas Dawson, buscou afastar o órgão da polêmica em torno da TJLP (a taxa de juros de longo prazo praticada pelo BNDES) dizendo que isto não é "assunto para o Fundo". "A TJLP não é citada na carta de intenções assinada com o Brasil e portanto não é assunto para o Fundo", disse Dawson. Recentemente, técnicos do FMI que estiveram no Brasil classificaram de "subsídio" a taxa praticada pelo BNDES (10% ao ano) para financiar o setor produtivo, em reuniões com autoridades brasileiras. A taxa é bem mais baixa do que a Selic (16,25% ao ano), que define os juros basicos da economia. Crítica mortal O presidente do BNDES, Carlos Lessa, reagiu com veemência à avaliação do Fundo, dizendo à imprensa que "se a tese (de subsídio do FMI) prevalecer, será mortal para o BNDES e para o desenvolvimento brasileiro". Defensores da TJLP argumentam que trata-se do único meio viável de financiamento à produção e temem que classificá-la como subsídio possa fazer com que outros países acusem o Brasil de estar subsidiando as exportações e protestem contra isso em organismos do comércio internacional. Em uma entrevista coletiva nesta quinta-feira em Washington, Thomas Dawson disse que é normal que técnicos do fundo discutam diferentes aspectos do mercado em países nos quais atuam, mas reiterou que a TJLP não faz parte das avaliações formais do órgão. Novo diretor-gerente O porta-voz também disse que ainda não há nenhuma previsão quanto ao prazo para nomeação do novo diretor-gerente do FMI, que vai assumir o posto ocupado interinamente por Anne Krueger. Mas Dawson reduziu a importância da polêmica provocada pela declaração assinada por um grupo de países membros do FMI, questionando a política de se reservar o mais alto cargo da instituição para um europeu. Desde a criação das insituições financeiras multilaterais, nos anos 40, a presidência do Banco Mundial vai para um americano enquanto o comando do FMI fica com a Europa. "Isso não é novo. Há muitos anos esta discussão surge no Fundo no momento de troca do diretor", disse ele sem dar, no entanto, indicações de como está a temperatura desta polêmica no processo de sucessão em curso. |
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