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Incêndio atinge prédio histórico em frente ao Kremlin | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Um incêndio em um edifício histórico de Moscou, situado em frente ao Kremlin, a sede do governo russo, matou dois bombeiros na noite de domingo. As chamas no prédio, conhecido como Centro de Exibições Manezh, tiveram início pouco após o fechamento das urnas na eleição presidencial russa. Autoridades locais descartam, até o momento, a possibilidade de o incêndio ter sido decorrente de um atentado e sinalizam que o incidente pode ter sido causado por um curto-circuito. O governo russo intensificou a segurança no país neste domingo, em meio a temores de possíveis atentados por parte de rebeldes separatistas da Chechênia. 'Criminoso' Um total de 300 mil policiais foram espalhados por diferentes pontos do país. O reforço no policiamento foi intensificado em postos de votação, assim como em igrejas, sinagogas, estações de metrô, passarelas subterrâneas e aeroportos. As chamas atingiram cerca de 5 mil dos 7,5 mil metros quadrados do Manezh. O prédio foi inaugurado em 1817 para comemorar a vitória da Rússia sobre a França de Napoleão. A construção foi projetada pelo principal arquiteto de Moscou, Osip Bove, em 1812. Ironicamente, Bove foi responsável pela reconstrução da cidade após um incêndio que destruiu diversas construções moscovitas naquele ano. Segundo Alexei Klimenko, que comanda o conselho arquitetônico da cidade, o país perdeu "um maravilhoso monumento da cultura e da arquitetura russa". Klimenko – um forte crítico do programa da prefeitura moscovita de derrubar prédios históricos – disse acreditar que o incêndio foi criminoso. O prefeito de Moscou, Yuri Luchkov, prometeu reconstruir o Manezh. |
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