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Aznar diz que só 'firmeza põe fim a ataques' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Espanha, José María Aznar, disse "só a firmeza pode pôr fim aos ataques". O chefe de governo afirmou que seu país não vai se deixar abater pelo terrorismo, após uma série coordenada de explosões em estações de trem ter matado mais de 170 pessoas nesta quinta-feira em Madri. "Os assassinos em massa serão totalmente derrotados", declarou. Aznar evitou mencionar o nome do grupo separatista basco ETA como responsável pelos ataques. "Os criminosos que causaram tantas mortes serão presos, julgados e sentenciados pelas cortes", acrescentou Aznar. O governo espanhol culpou inicialmente a organização. "O ETA vinha buscando cometer um massacre na Espanha. Infelizmente, hoje eles alcançaram o seu objetivo", disse o ministro do Interior espanhol, Angel Acebes. Acebes acabou voltando atrás no tom de suas declarações pouco depois. Em resposta à pergunta se ele acreditava que o ETA era o responsável pelos ataques ou se poderia ter sido a organização islâmica Al-Qaeda, ele afirmou que as autoridades "não descartam nada". Batasuna O líder do partido basco Batasuna, Arnold Otegi, negou que o ETA seja responsável pelas explosões. "O modo de operar, o alto número de vítimas e a maneira como foi feito o ataque me fizeram pensar. E eu tenho uma hipótese: a de que, sim, pode ter sido uma célula em operação da resistência árabe", disse Otegi à rádio Popular. O ETA não assumiu nem negou diretamente a responsabilidade pelos ataques. Otegi disse à rádio Popular que o ETA sempre fez alertas pelo telefone sobre a iminência de atentados. Desta vez, as autoridades espanholas dizem que não houve qualquer alerta. A ministra do Exterior da Espanha, Ana Palacio, disse que os ataques têm a assinatura do ETA e pretendem abalar a democracia na Espanha. O especialista em defesa da BBC, Frank Garner, diz que a escala da carnificina ultrapassa de longe qualquer coisa que o ETA fez no passado. Reação O papa João Paulo 2º condenou os ataques, que chamou de uma "ofensa a Deus". O presidente George W. Bush telefonou para Aznar e para o rei Juan Carlos para expressar o apoio por parte dos Estados Unidos e descreveu os incidentes como um ato de terrorismo cruel. O presidente pró-tempore da União Européia, o premiê irlandês, Bertie Ahern, disse que os atentados não poderiam ser justificados por nenhuma causa política. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que os ataques destacam o que ele disse sobre a ameaça do terrorismo que todos continuamos a enfrentar. O presidente da França, Jacques Chirac, disse que as democracias estão unidas na luta contra o terrorismo. Autoridades francesas disseram ter reforçado o contingente policial na fronteira com a Espanha. |
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