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Número de mortos em Madri sobe para 173 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Pelo menos 173 pessoas morreram e outras 600 ficaram feridas em uma seqüência de explosões em trens no centro de Madri, na manhã desta quinta-feira, segundo autoridades espanholas. Foram dez explosões em trens de passageiros nas estações de Atocha de Madrid, El Pozo e Santa Eugenia, por volta das às 7h35 (3h35 horário de Brasília), a hora do rush da manhã. A polícia explodiu de forma controlada outras três bombas. As explosões acontecem três dias antes das eleições gerais espanholas, e as autoridades do país inicialmente culparam o grupo separatista basco, o ETA, pelas explosões. No entanto, um líder do partido Batasuna, ligado ao ETA, negou a responsabilidade da organização. 'Gangue' Um porta-voz do governo espanhol, Eduardo Zaplana, classificou as explosões como um “ataque à democracia espanhola” e chamou o ETA de “gangue de criminosos assassinos”. O porta-voz Batasuna, Arnold Otegi, disse à rádio Popular que o ETA sempre faz telefonemas de alerta antes de um ataque. As autoridades dizem que não houve qualquer aviso antes das explosões. "O modo de operar, o alto número de vítimas e a maneira como foi feito o ataque me fizeram pensar. Tenho uma hipótese: a de que sim, pode ter sido uma célula em operação da resistência árabe", disse Otegi. 'Ferimentos terríveis' Em Atocha, as explosões ocorreram quando o trem estava entrando na estação. Passageiros atônitos e ensangüentados saíam da estação central de Madri que liga trens suburbanos ao metrô da cidade. "As pessoas começaram a gritar e correr, alguns se chocando com outros", disse à agência de notícias Associated Press (AP) Juani Fernandez, um servidor público. Os serviços de emergência instalaram centros de atendimento em um ginásio de esportes e os hospitais de Madri fizeram apelos por doações de sangue. Nos hospitais de Madri, os relatos são de que há ferimentos terríveis. Os partidos políticos espanhóis suspenderam atividades da campanha para as eleições de domingo. Condenação O grupo separatista ETA não assumiu responsabilidade, mas já foi condenado pela maioria dos partidos políticos. "Não tenham dúvidas, os responsáveis serão apanhados e pagarão por seu crime", disse o ministro do Interior, Angel Acebes, enquanto estava na estação de Atocha. O governador da região basca, Juan José Ibarretxe, enfatizou que o ETA não representa o povo basco. "Quando o ETA ataca, o coração basco se quebra em milhares de pedaços", disse ele. Se o ETA for o responsável pelos ataques, esse seria o pior atentado já perpetrado pelo grupo em sua luta contra o governo espanhol. Há menos de duas semanas, a polícia havia prendido dois homens suspeitos de integrar o ETA, carregando 500 kg de explosivos em uma caminhonete a caminho de Madri. Em dezembro, a polícia espanhola disse ter descoberto uma trama do grupo separatista basco para explodir um trem em uma estação Madri. O ETA matou mais de 800 pessoas desde o início de suas atividades, no fim dos anos 60. |
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