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Salão de carros de Genebra abre de olho no dólar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Com o dólar em queda em relação ao euro e à libra esterlina, o Salão de Genebra, o mais importante da indústria européia, abriu nesta terça-feira com previsões de dificuldades paras os fabricantes de carros do continente nos mercado norte-americano, asiático e até brasileiro. Mesmo assim, a mostra tem opções para todos os gostos e bolsos. Para os britânicos, há o muito esperado lançamento de um conversível Mini e de um modelo experimental aberto (sem teto) do seu primo maior, o Rolls-Royce, relata o repórter da BBC Jorn Madslien. Os dois fabricantes de automóveis fazem parte do grupo BMW, e os entusiastas de carros em todo o mundo estão ansiosos para descobrir o que os alemães estão fazendo com as marcas britânicas. Clique no link abaixo para ver fotos de lançamentos em exposição. Italianos "Eu sei que todos estarão especulando que este é o modelo de uma nova série, aguardando nos bastidores", disse o diretor executivo da Rolls-Royce, Tony Gott, acerca do modelo 100EX que foi criado para celebrar o centenário da companhia. Ao Mini e ao 100EX vão se juntar modelos conversíveis da Aston Martin, incluindo tanto o DB9 quanto o Vanquish Roadster, adaptados pelo construtor italiano de carroçarias Zagato. A herança italiana continua com o mais recente supercarro que chega a 250 km/h e tem 402 cavalos da Toyota, visto como uma homenagem tanto ao inventor da bateria (pilha), Alessandro Volta, como ao design italiano. O seu sistema híbrido de motor foi possível por causa da descoberta do cientista italiano, e por isso também recebeu o seu nome, enquanto o modelo é assinado pela Italdesign-Giugiaro. Motor híbrido O carro é significativo porque solidifica a liderança da Toyota na tecnologia híbrida, que combina os motores normais (a gasolina ou a diesel) com motores eléctricos. A Fiat Auto está dando também uma contribuição importante ao design italiano, com a sua subsidiária Alfa Romeo pondo em prática a sua estratégia de lançamento de novos modelos durante os próximos anos, tendo como ponta de lança o robusto Crosswagon 4x4. O relançamento pela Fiat do seu emblemático Cinquecento está atraindo também muita atenção, apesar de o carro estar em exposição apenas como protótipo nesta fase. A Fiat insiste que não colocará o Trepiuno em produção. Volks O grupo Volkswagen também atrairá muita atenção se o seu novo Audi A6 continuar a sua luta de uma vida para entrar em mercados essencialmente controlados pelos rivais alemães BMW e Mercedes. A Volks, que com a sua enorme quantidade de subsidiárias é o maior fabricante europeu de automóveis, enfrentou recentemente considerável humilhação devido às vendas decepcionantes do seu carro emblemático remodelado, o Golf. Os observadores da indústria estão também preocupados com a estabilização da Volks. Os lucros da VW foram cortados pela metade no ano passado, e o fabricante foi forçado a oferecer descontos para vender o novo Golf lançado durante o Salão Automóvel de Frankfurt, no ano passado. Falou-se muito de um próximo exercício de aperto de cinto que deverá poupar a verba colossal de US$ 5 bilhões de seus custos. O investimento em automóveis de luxo como o VW Phaeton e nas suas marcas Bentley e Bugatti deve ser reduzido com o regresso da atenção do fabricante do "carro do povo" aos seus mais comuns Seats, VWs e Skodas. "O nosso objetivo com isso é um aumento nas vendas, uma redução de custos e um redução de investimento no negócio", disse o presidente da Volks, Bernd Pischetsrieder. |
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