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Acusações de ex-ministra dividem jornais britânicos | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A revelação da ex-ministra Clare Short de que agentes britânicos teriam espionado o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, dividiu os jornais da Grã-Bretanha nesta sexta-feira. O Independent diz que o "mais triste" do caso foi que os políticos ficaram surpresos em perceber que o público ficou chocado com os procedimentos dos serviços secretos. O outro aspecto "mais deprimente", de acordo com o jornal, foi que o primeiro-ministro Tony Blair considerou que os serviços de inteligência estão acima da lei. Isso, segundo o jornal, representaria o fim da democracia. O Times teme que o escândalo possa prejudicar os serviços de espionagem e coloque o país em risco. E o Guardian diz que as acusações da ex-ministra devem, no mínimo, ser investigadas. Já o Daily Telegraph compara o serviço secreto com salsichas. É melhor, segundo o jornal, apreciá-los sem necessariamente saber como são produzidos. Credibilidade Na Alemanha, o jornal Sueddeutsche Zeitung afirma que o caso não será esquecido facilmente e, se o governo britânico não responder às acusações de espionagem, Londres perderá ainda mais de sua credibilidade. Na Espanha, o jornal El País diz que Tony Blair deve ter acreditado que tinha licença universal para espionar e mentir, a caminho da guerra do Iraque. O jornal diz que Blair tem sorte de não contar com um partido de oposição, mas as críticas podem vir de dentro de seu próprio partido. Nos Estados Unidos, o jornal The New York Times questiona se os testes nucleares feitos pelo Paquistão em 1998 contaram com a ajuda da Coréia do Norte, que teria fornecido o plutônio necessário. Se for verdade, conclui o jornal, a Coréia do Norte já seria capaz de produzir uma bomba nuclear. |
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