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ONU reage com cautela a alegações de espionagem | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A ONU adotou a cautela ao reagir às alegações de que o governo britânico grampeou o gabinete do secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan. A operação faria parte dos esforços da Grã-Bretanha para assegurar uma resolução da ONU autorizando a guerra contra o Iraque. O porta-voz do secretário-geral, Fred Eckhard, não confirmou se a acusação da ex-ministra britânica Clare Short é verdadeira. Eckhard, no entanto, disse que se a denúncia for comprovada, a prática é ilegal e deve ser interrompida porque prejudica o relacionamento entre Annan e os líderes mundiais. O porta-voz afirmou que Annan conversou com o embaixador britânico na ONU sobre as alegações de grampeamento. "Ele quer que esta ação pare, se, de fato, foi realizada", disse Eckhard. Revisão Em Londres, o gabinete do primeiro-ministro britânico anunciou nesta quinta-feira que o governo vai rever o funcionamento da Lei de Segredos Oficiais. A medida é uma reação ao colapso na quarta-feira do processo judicial contra a tradutora do governo Katherine Gun. A tradutora admitiu ter vazado informações para a imprensa sobre uma suposta operação anglo-americana para colocar sob escuta embaixadores do Conselho de Segurança da ONU na corrida para a guerra no Iraque. O embaixador russo na ONU fez um apelo por uma investigação, mas analistas afirmam que tanto a Grã-Bretanha quanto as Nações Unidas indicaram que vão tentar minimizar o assunto. Leia também: |
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